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Se o presidente Lula, Chefe do Executivo, não respeita o Congresso,
a quem trata como anexo do Palácio do Planalto, e o Congresso não
respeita o Judiciário, o que falta ao Brasil? Ou se declare a institucionalização
da anarquia ou se feche o Brasil para balanço. Não é exagero. Depois
que o Senado resolveu ignorar o Supremo e manter no cargo o senador
Expedito Júnior(PSDB-RO) por crime eleitoral, o ministro do Supremo,
Marco Aurélio Mello, confessou-se estar-recido: “O que estarrece e
aí ficamos muito preocupados com a quadra vivida é que uma decisão
mandamental do Supremo tenha o cumprimento postergado. Causa espécie
que o Senado da República se recuse a cumprir uma decisão do Supremo.
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Não sei. Talvez a quadra seja sinalizadora de fecharmos o Brasil para
balanço”, afirmou o ministro. Sua preocupação foi também igualmente
compartilhada pelo próprio presidente do Supremo, Gilmar Mendes: “Todos
nós sabemos da clareza da decisão do Supremo e ela deve e há de ser
cabalmente cumprida”. Desde 2006 que o senador Expedito Júnior vem
enfrentando problemas na Justiça Eleitoral, acusado de abuso de poder
econômico e compra de votos. Em 2008, o Tribunal Regional Eleitoral
em Rondônia cassou o seu mandato mas ele não deixou o cargo apresentando
recurso ao Superior Tribunal Eleitoral que confirmou a cassação. Mesmo
assim, ele permaneceu no cargo por |
decisão da Mesa Diretora do Senado sob a alegação da possibilidade
de recurso. Em 30 de outubro último, o Supremo determinou o afastamento
do senador, mas novamente a Mesa Diretora do Senado revolveu contrariar
a Corte e manter o parlamentar. Finalmente nessa quinta-feira, depois
das críticas e protestos dos ministros do Supremo, o presidente do
Senado, José Sarney, resolveu cumprir a decisão do STF afastando o
senador Expedito Júnior e empos-sando o segundo colocado nas eleições,
Acir Gurgacz. Tudo isso após Expedito Júnior ter desistido de recurso
ao Senado para manter seu mandato. Resultado: o Senado viveu um grande
desgaste, sem necessidade. |
Ministro
Marco Aurélio estarrecido com Senado
Senador
cassado Expedito Júnior, pivô da crise
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