Depois da primeira reunião ministerial deste ano, nessa semana, os partidos
aliados do Governo estão convictos de que não haverá reforma ministerial
e que a presidente Dilma Rousseff está satisfeita com o atual Ministério. |
| APROVADO
MINISTÉRIO CHINÊS |
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Como
na primeira reunião ministerial do ano, nessa semana, a presidente
Dilma Rousseff não tocou em reforma ministerial, que mexe
com os nervos dos partidos da base aliada, quase todos estão
convictos de que não vai acontecer minirreforma ministerial
em fevereiro próximo. Mesmo tendo já reclamado ser impossível
fazer reunião produtiva com um Ministério chinês, gigantismo
criado pelo ex-presidente Lula da Silva, tudo indica que a
Presidente está satisfeita com a quantidade(38 ministros)
e com a qualidade do seu Ministério, mesmo tendo perdido sete
ministros ano passado, seis deles envolvidos em corrupção.
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É possível que a anunciada reforma de Dilma, para começar verdadeiramente
seu Governo sem a sombra da herança ministerial de Lula, fique
apenas em pequenas mudanças por força da campanha eleitoral
deste ano, como a posse, nessa semana, do novo Ministro da Educação,
Aloísio Mercadante, no lugar de Fernando Haddad, que vai disputar
a Prefeitura de São Paulo e a posse do cientista Marco Antonio
Raupp como novo ministro da Ciência e Tecnologia, no lugar de
Mercadante. De certa forma é uma frustração para amplos setores
da sociedade brasileira que, esperam um padrão técnico da gestão
Dilma, ao contrário do padrão político da gestão Lula. Para
estes setores, a presidente Dilma deveria aproveitar esse início
do segundo ano de sua gestão para |
imprimir sua marca pessoal e reduzir o Ministério a um tamanho
mais racionalmente aceitável, talvez para 30 ministros, ainda
um número muito alto. Com isso, alguns Ministérios atuais passariam
a ser apenas Secretarias instaladas nos âmbitos de alguns Ministérios:
Secretaria de Direitos Humanos, Secretaria de Igualdade Racial
e Secretaria das Mulheres, no Ministério da Justiça, Secretaria
da Aviação Civil e Secretaria dos Portos, no Ministério dos
Transportes, e Secretaria da Pesca, no Ministério da Agricultura.
Como Ministérios, essas Secretarias em nada aumentam a eficiência
e a qualidade do Governo, apenas representam mais mordomias,
mais regalias e mais gastos. Somente aí haveria a extinção de
seis dos 38 Ministérios, um Ministério tão chinês que parece
mais uma |
brincadeira com o dinheiro público brasileiro. Mas a presidente
Dilma já foi enfática: “Não me venham com essa conversa. Não
haverá redução de Ministério, não é isso que faz a diferença
no governo”, Então, se a presidente Dilma, com sua visão técnica
da gestão pública, está aprovando a fórmula chinesa de Lula,
o caminho é criar mais Ministérios. Sugestões não faltam: Ministério
das Hidrovias (para cuidar de investimentos nos quase 5 mil
quilômetros dos principais corredores navegáveis para escoamento
da produção agrícola e mineral); Ministério da Açúcar (para
administrar a produção, o escoamento e as exportações do parque
açucareiro do Brasil, maior produtor mundial de cana de açúcar,
com 400 milhões de toneladas ano); Ministério das Praias(para
cuidar da preservação e da |
melhoria da qualidade de vida no litoral brasileiro com 8 mil
quilômetros de praias, as mais belas do mundo). Ministério da
Juventude (para cuidar das políticas públicas essenciais aos
35 milhões de jovens e adolescentes brasileiros). E outros até
completar 50 Ministérios. Que tal um elenco de 50 minnistros?
Os partidos aliados vão adorar mais cargos e verbas. Justificativas
também não faltam: Se um Ministério de 40 está provando que
é bom, melhor será um Ministério de 50. Se o Governo tem dinheiro
para 40, porque não teria para 50? Nem o tamanho da mesa de
reunião do gabinete presencial seria problema. Onde cabem 40,
com o jeitinho brasileiro, cabem 50. Feito isso, a presidente
Dilma só precisa ter cuidado para não permitir que esse número
seja ultrapassado e chegue ao 51. Aí já não será mais uma boa
idéia. |
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Como
a presidente Dilma, com visão técnica de gestão, está aprovando o Ministério
chinês do ex-presidente Lula, então sugestões não faltam para criação de
novos Ministérios, uma festa de cargos e verbas para os aliados. |