O primeiro jornal fast-news do Brasil
FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 31/05/2009

DEJA VU NO CINEMA
A nova medição de forças entre governistas e oposicionistas no Senado, em torno da criação da CPI da Petrobras, não deixou de ficar envolvida numa inquietante nuvem de deja vu. De um lado, a oposição se colocando como o arauto da ética, do cuidado com o erário público e fiscalizadora da moralidade administrativa. De outro, o governo denunciando os partidos de oposição no que eles tiveram de papel ativo da implantação do modelo neoliberal no Brasil, mais particularmente na abertura do capital da estatal do petróleo e num suposto interesse futuro em sua privatização. Nada mais falso, de ambas as partes. A oposição já demonstrou em inúmeras ocasiões anteriores que, reconhecendo implicitamente que os oitos anos de gestão PSDB/PFL do Palácio do Planalto não significaram propriamente um modelo de governo tão comprometido com os bens costumes da vida pública como o discurso atual poderia sugerir, teme que a pedra que sai de seu estilingue ricocheteie na vidraça do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e atinja a do ex, Fernando Henrique Cardoso. Tanto o é que basta a base aliada ameaçar ampliar qualquer investigação que a oposição tão acaloradamente deseja em determinado momento que os ímpetos investigativos são amenizados. Pela parte do governo, é provável que as inúmeras rodadas de licitação de blocos




petrolíferos promovidas pelo governo Lula país afora, desde o primeiro mandato, tenham significado mais em termos de entrega de um setor estratégico da economia nacional para os apetites privados estrangeiros do que a abertura de parte do capital da empresa promovida por FHC. Não obstante as incoerências

de ambos os lados, a disputa mais ampla, ainda que em grande medida falsa, entre compromisso ético e modelo de administração anti-neoliberal é uma reprodução dos contornos que marcaram o segundo turno das eleições presidenciais de 2006. Esse filme o Brasil já sabe como acabou. O fato de que seu roteiro foi revivido em um momento de acirramento do confronto político pode sinalizar que, em 2010, quando se espera uma elevação maior ainda do tom competitivo, o eleitorado brasileiro poderá ter que assistir a uma reapresen-tação. Personagens novos, trama velha: um recurso já bastante gasto por Hollywood. Quem tem a temer com esse cenário é a oposição, que três anos atrás fez o papel de vilã no pleito. Inteligente, o governo rapidamente tentou manobrar os des-dobramentos da CPI de maneira a novamente atribuir novamente o papel à dupla PSDB/DEM. Para fazer justiça à crítica governista de que a Petrobras pode ser fisca-lizada de outras maneiras e a oposição está é interessada nas implicações eleitorais da comissão, ressalte-se que o Tribunal de Contas da União é muito mais reduto da oposição do que a CPI criada no Senado. Como um filme ruim visto com certa dose de indiferença, as últimas eleições presidenciais parecem ter caído no esquecimento da oposição.



ALERTA - É grande a tensão em Seul, capital da Coréia do Sul, diante das ameaças da Coréia do Norte. Com 10 milhões de habitantes, Seul fica apenas a 56 quilômetros da fronteira com o Norte, zona mais militarizada do mundo, e pode ser alcançada por mísseis norte-coreanos.

Guerra da Coréia
Cenário da Guerra
Ação Provocativa
Ditador comunista da Coréia do Norte, Kim Jong-Il, confia em suas armas nucleares e na força de 1,1 milhão de soldados para se declarar, oficialmente, em guerra contra a Coréia do Sul.

Foto: Presidente Raúl Castro
Conflito entre Coréias do Norte e do Sul congelado desde 1953 está reaberto agora por decisão sul-coreana de fazer inspeção em navios suspeitos de transportar materiais de destruição em massa. A ameaça norte-coreana é uma retaliação a essa decisão, depois de ter feito testes nucleares violando resolução da ONU. Mas a situação da Coréia do Norte é delicada. Se seu principal aliado, a China, cortar o fornecimento de energia e de alimentos, entra em colapso.
Governo dos Estados Unidos ainda não decidiu o que fazer no conflito, mas sua Secretária de Estado, Hillary Clinton, já disse que é ação da Coréia do Norte é “provocativa e beligerante”.

Foto: Presidente Barack Obama

MusaFatorama Expediente Antônio Caraballo Magno Martins JB Serrra e Gurgel Entre Coluna Renato Riella
Jota Alcides Maura Charlotte Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveria Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva