Pérolas
Cultivada no túmulo de uma bichona:
““Virei purpurina!””
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Oitentão
Recolhi-me para dormir, como sempre,
logo após o programa do Jô. Em sonho, fui agraciado com
um título de sócio honorário da Confraria do Sítio Velho
em Paripueira. Bráulio Leite Júnior no ardor dos seus
300 quilos orgulhosamente presidia a sessão. Ao início
da solenidade fui despertado indelicadamente e já era
20 de julho, Dia do Amigo. Ao amanhecer eu já estava com
80 anos de idade, e um orfeão de filhos e netos se esguelava
em desafinadíssimo “parabéns pra você!”. Gente, Deus permitira
que eu alcançasse os 80 anos enquanto dormia e, creio
que permitirá que me seja concedida uma feliz longevidade
assim como aquela da mãe da Dercy Gonçalves, que faleceu
aos 150 anos... e segundo ela, de parto!
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Pernambuco,
você é meu!
Antônio
Xavier de Brito, durante o dia tinha mãos de mecânico de automóveis,
lidando com peças e ferramentas em sua oficina. À noite, na quietude
romântica dos barzinhos, seus dedos mágicos inventavam acordes divinos
no braço do seu violão. Assim vivia gloriosamente no Recife, o “virtuose”
Tonhé, até que o bom Deus veio buscá-lo na semana passada para sua
companhia na Morada Eterna.
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