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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 31/05/2009

RESCEM AS APOSTAS EM TORNO DO JOGO QUE O PMDB ESTÁ FAZENDO, USANDO A CPI DA PETROBRÁS COMO ALAVANCA. O OBJETIVO DO PARTIDO SERIA DEFINIR O QUADRO ELEITORAL PARA 2010 NOS ESTADOS. E NEM TERIA RECEIO DE ACUSAÇÕES SOBRE A ANTECIPAÇÃO DO PROCESSO. AFINAL, FOI LULA QUEM ANTECIPOU, PARA TENTAR VIABILIZAR DILMA ROUSSEFF AO PLANALTO.

Apesar das ações dos Governos (Federal e DF) para ampliar os programas de transferência de renda, as ruas de Brasília estão tomadas por crianças pedindo ajuda. A razão é a baixa fiscalização das contrapartidas das famílias. Lamentável.

Realismo, para variar

Foi visível o constrangimento do ministro Guido Mantega, da Fazenda, diante da necessidade de confirmar uma revisão drástica do discurso oficial em torno das perspectivas de crescimento da economia brasileira este ano. Para quem não escondia o ufanismo, apostando em número entre 3 e 4%, quando o mundo derretia, admitir algo em torno de 1% teve o sabor amargo de uma derrota. Culpa da falta de realismo.

GAZETILHA

Todo ano eleitoral é naturalmente tenso. Por aqui e em todos os lugares onde se pratica uma real democracia. Mas as perspectivas para 2010 ameaçam um evento conflituoso.

O risco do PT perder um projeto nacional de poder naturalmente elevará de muito a tensão política. Só de indicados para a imensa máquina pública são quase 40 mil nomeações.

Por aqui, chocou a violência do confronto entre o ex-governador Joaquim Roriz e o deputado Tadeu Filipelli, integrantes do PMDB e aliados de muitos anos. Disputa no DF será feroz.
A simples menção de gigantes como a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa e seus programas de investimentos, acentua a dimensão do que será a batalha pelo Palácio do Planalto.
No plano nacional não será diferente. Ao contrário de 2006, quando Lula teve uma vitória tranqüila, 2010 surge no horizonte embaralhado pela doença da ministra Dilma. A reação do Governo, de vários setores políticos e as mobilizações sindicais, diante da criação da CPI da Petrobras, é um bom indicativo do que está por vir. Haverá muita tensão.
Economia cautelosa com sinais trocados
O mundo vive uma conjuntura econômica de tensão e confusão. Globalizado, ora respira aliviado com dados sinalizando alguma retomada, ora entra em depressão com notícias sobre quedas em fluxos de comércio e aumento de demissões. Enquanto a China aumenta a compra de commodities (bom para países como o Brasil), a GM americana apressa o passo para uma concordata que evite a falência. Recuperação mesmo, e lenta, talvez em 2010.

EXCLUSIVO
Não importam as declarações formais. O confronto político entre os senadores Renan Calheiros (PMDB) e Aloísio Mercadante (PT) deixará seqüelas para muito além da CPI da Petrobrás. As diferenças em torno da Comissão Parlamentar de Inquérito estão aí e não são pequenas. Mas acabarão contornadas, por insistência e pressão do presidente Lula. Ficarão à espera de novos choques.


Expediente Musa Charlotte Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
Jota Alcides Tribuna Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva