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aprovar na Câmara a prorrogação da CPMF o Governo Lula comprometeu, além
de muitos cargos federais, mais de R$ 60 milhões com 338 deputados que lhe
foram favoráveis. |
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GOVERNO TOPA TUDO PELA CPMF |
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Como
vão ser duas batalhas muito difíceis no Senado, vale tudo
agora para o Governo do PT, em defesa dos R$ 40 bilhões anuais
da famigerada CPMF, sobretudo depois da surpreendente derrota
que lhe foi imposta, nessa semana, pelo seu principal partido
aliado, o PMDB. Mas o presidente Lula(foto) está autorizando
seus líderes no Congresso a negociar o que for necessário
sob o argumento, mesmo insustentável, de que “ninguém governa
esse País sem a CPMF”. Diante desse explícito balcão de negócios,
tudo pode acontecer: não importam ética política, nem fidelidade
partidária, nem escrúpulo administrativo, o que importa é
a prorrogação da CPMF.
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Para isso, na Câmara dos Deputados, onde foi concluído, nessa
semana, o primeiro turno de votação da emenda constitucional
que mantém a CPMF com alíquota de 0,38% até 2011, o Governo
Lula garantiu aos 11 partidos aliados a nomeação de numerosos
cargos de interesses deles na administração federal e assumiu
uma conta salgada: mais de R$ 160 milhões em emendas parlamentares
ao Orçamento da União. Com exceção do PT, o principal beneficiado
com essas liberações levando mais de R$ 21 milhões, os demais
partidos, especialmente o PMDB, estão aguardando que os compromissos
do Governo sejam cumpridos até a votação da emenda em segundo
turno, provavelmente, na segunda semana de outubro. Caso contrário,
Lula poderá ser surpreendido por nova derrota, como foi essa
semana com |
rebelião do PMDB no Senado, tornando ainda mais complicada a
manutenção da CPMF. Lula e seus ministros, além dos líderes
no Congresso, ainda estão atordoados: o PMDB simplesmente extinguiu
a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, chamada Sealopra,
ocupada pelo filósofo Man-gabeira Unger, e mais 660 cargos comissionados
criados na administração federal. Por 46 votos contra 22, menos
da metade, o Senado derrubou a Medida Provisória 377 deixando
Mangabeira vendo navios no Lago Paranoá e os ocupantes dos cargos
criados, quase todos petistas, sem rumo. Pelos cálculos do PMDB,
o impacto da Secretaria e desses cargos no orçamento da União
seria de R$ 26 milhões somente neste 2007 e mais de R$ 43 milhões
em 2008. Recado ao Governo é duro, claro e direto:sem o apoio
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do PMDB no Senado, a CPMF não será prorrogada. Como sabe que
95% dos brasileiros são contra a CPMF, o PMDB poderá até apoiar
o Governo no Senado, mas o preço vai ser altíssimo. Faz parte
da relação de desconfiança entre o Governo e o PMDB, origem
da rebelião dessa semana. Com a votação da CPMF em andamento
na Câmara, o presidente Lula resolveu privilegiar o PT nomeando
e empossando dois novos diretores da Petrobras: Maria das Graças
Foster, na Diretoria de Gás e Energia, e José Eduardo Dutra,
na presidência da BR Distribuidora, cargos que eram reivindicados
pelo PMDB. Para acalmar o partido, o Governo agora lhe promete
as diretorias Internacional e de Abastecimento da Petrobras,
mas só serão garantidas depois da votação da CPMF no Senado.
Mantém-se a pólvora da tensa coalizão: o |
Governo não confia no PMDB e o PMDB não confia no Governo. Apesar
disso, a disposição do Governo Lula é superar tudo para aprovar
a manutenção da CPMF. Comprometeu cargos e gordas verbas para
os 338 deputados que aprovaram na Câmara a permanência do perverso
imposto e vai comprometer o que for necessário para obter vitória
no Senado. Cooptação é o termo do momento no Congresso, substituto
do Mensalão que entrou para a história, mas em essência é a
mesma coisa: compra de votos. Em sua defesa, o Governo argumenta
que está, legitimamente, “construindo maiorias”. Puro eufemismo
para encobrir o verdadeiro balcão de negócios montado pelo Governo.É
o topa tudo para aprovar a CPMF a qualquer custo, mesmo contra
a vontade de 95% dos brasileiros, mais do que nunca lesados
e traídos. |
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Disposição
do Governo Lula é comprometer o que for necessário para garantir no Senado
a permanência de cobrança da CPMF até 2011, mesmo contra a vontade de 95%
dos brasileiros. |