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FATORAMA
Jornal das Vozes Livres de Brasília
HOME   Brasília - DF 30/03/2008

SIM
À projeção do Banco Central de que a oferta de crédito atinja, este ano, 40% do PIB, nível recorde, embora ainda longe de paises desenvolvidos, nos quais esse índice chega a 110%.
OS INVESTIMENTOS DO PAC CERTAMENTE VÃO AJUDAR, MAS É PRECISO MAIS DO QUE RECURSOS PARA TIRAR DO ATRASO OS PORTOS BRASILEIROS, UM SÉRIO ENTRAVE AO RITMO DE DESENVOLVIMENTO DO PAÍS. OS NÚMEROS NÃO MENTEM: O PORTO DE CINGAPURA, O MAIS PRODUTIVO DO MUNDO, MOVIMENTA 100 CONTAINERS POR HORA AO CUSTO DE US$ 70 CADA, ENQUANTO O PORTO DE SANTOS, QUE ESCOA 28% DAS NOSSAS EXPORTAÇÕES, MOVIMENTA 40 AO CUSTO UNITÁRIO DE US$ 250. PARA LIBERAR CARGAS DE EXPORTAÇÃO, DEMORA-SE AQUI 39 DIAS E SÃO NECESSÁRIOS 20 CARIMBOS. O BRASIL OCUPA O PENÚLTIMO LUGAR, ENTRE 46 PAÍSES, EM COMPETITIVIDADE DOS PORTOS, NA FRENTE SÓ DA ÍNDIA.
NÃO
À desfaçatez do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, gal. Jorge Félix, ao se negar a depor na CPI dos Cartões alegando viagem ao exterior de férias. Dava outro motivo, não é?
FILME VISTO – Tudo bem que um pito do presidente Lula conteve o ímpeto do ministro Guido Mantega de limitar o crédito, freando a inegável inclusão social estimulada pelo Governo, mas aqui entre nós: ambos prometeram, em alto e bom som, que não haveria aumento de impostos para compensar a CPMF e fizeram o contrário dias depois. Dá para confiar?
 
MARINHAGEM
Muita gente boa já gravou a obra-prima As vitrines, de Chico Buarque, mas a melhor versão é de Paulinho Moska, só voz e violão, no disco 8 do songbook produzido por Almir Chediak.
Perdas
O chamado demourage (custo do tempo do navio parado no porto) faz o Brasil perder US$ 1 bilhão/ano só com os embarques do agronegócio. Se houvesse infra-estrutura para navios de maior calado, se economizariam 20% dos US$ 6 bilhões/ano gastos com fretes.
 
Descalabro
Arnaldo Jabor tem razão: a incompetência e insensibilidade dos dirigentes e políticos cariocas são tamanhas, com o recorde de casos e meia centena de mortes por uma doença facilmente diagnosticável e evitável, como a dengue, que o Rio de Janeiro merece ser incluído na agenda das grandes questões nacionais, como a Amazônia e o Nordeste. Céus, quanto descalabro!
 
Fe$ta
O dólar barato continua fazendo a festa do viajante brasileiro, que gastou lá fora, no acumulado dos 12 meses até fevereiro, nada menos do que US$ 8,9 bilhões, contra US$ 5,1 bilhões do turista gringo aqui, segundo o BC. Resultado: déficit elevado no item viagens internacionais

Tão Gomes Musa Antônio Caraballo Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
Jota Alcides Tribuna Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveria Charlotte Kleber Sampaio Aldemar Paiva