Lula da Silva


Governadores, deputados, senadores e prefeitos apóiam o eleitoreiro programa Bolsa-Família do Governo, que sustenta 45 milhões de brasileiros sem trabalhar, porque temem perder votos.
GERANDO UMA NAÇÃO DE PARASITAS
Como a ONU executa o seu Programa Mundial de Alimentos para 75 milhões de famintos em 78 países do mundo, diversos organismos internacionais reconhecem a importância do Bolsa-Família do Governo Lula para 45 milhões de pobres no Brasil. Mas, pragmáticos, deixam de lado o caráter político-eleitoreiro do programa brasileiro, negado, veementemente, pelo presidente Lula(foto) e seu ministro da Fome, Patrus Ananias, até indignados. Mas o Bolsa-Família de R$ 11 bilhões anuais é o carro-chefe eleitoreiro do segundo mandato de Lula e, mais grave, está proporcionando um efeito dramático: a geração de uma Nação de párias e parasitas.

Para que o presidente Lula, seu ministro da Fome e seu Governo não pensem que se trata de julgamento cretino ou preconceito elitista, como esbravejam, acusando e atacando porque não têm argumentos contra a principal acusação ao programa – assistencialismo oportunista para cooptação de eleitores em qualquer tempo com transferência de renda sem gerar trabalho nem renda – basta um exemplo atual que vem do Nordeste onde vivem mais de 70% dos beneficiados pelo Bolsa-Família: Lavras da Mangabeira, município de 32 mil habitantes, distante 434 quilômetros de Fortaleza, ao sul do Ceará, perto de Juazeiro do Norte, principal cidade do Vale do Cariri e do interior cearense. Lavras, fundada em 1816, terra do ex-ministro das Comunicações do Governo Lula e atual deputado federal, Eunício Oliveira, tem sua população constituída de 8 mil famílias. Desse total, 7.540, ou seja quase o município inteiro, estão cadastradas no Bolsa-Família. Mais de duas mil estão na fila de espera e 5.200 já recebem do Governo o valor de até R$ 112,00. São quase 21 mil beneficiários que votam para governador e para prefeitos em quem Lula mandar. Político que falar mal de Lula ou do Bolsa-Família perde o voto. Embora seja grave essa alienação política, o Bolsa-Família está produzindo outro efeito dramático em Lavras da Mangabeira. Satisfeitos e acomodados com a esmola de R$ 112,00 do Governo, que serve para tudo, inclusive para compra de eletrodomésticos e diversão os pobres de Lavras da Mangabeira não querem mais trabalhar. Consideram e usam os R$ 112,00, dinheiro que nunca tiveram antes sem muito sacrifício, como uma aposentadoria concedida pelo presidente Lula. Por isso, fazem crediário popular, dispensam trabalhos para ganhar algum extra e até mesmo estão desinteressados em relação aos próprios roçados. Por causa do demagógico Bolsa-Família, o Ceará está registrando uma queda de 12,26% em produção de feijão. Em Lavras, cada vez mais os agricultores estão plantando menos. Não por causa de estiagem, pois tem chovido muito na região, nem por falta de sementes. Dizem-se “indispostos” ao trabalho. Preferem ficar em casa, parados, olhando o tempo passar até a chegada do dinheiro do Bolsa-Família de cada mês. Não querem mais trabalhar nem para eles próprios, nem pra ninguém. Lamentável constatação encontra-se em relatório do IBGE divulgado, nessa semana, sobre a redução de área plantada e a queda de produção do feijão no Ceará, de 317 mil para 278 toneladas. Sem falar nas fraudes do Bolsa-Família, que tem até prefeitos e servidores públicos beneficiados, o que se verifica em Lavras da Mangabeira, ao sul do Ceará, é um quadro terrível que se repete em todo o Nordeste. Com medo de perderem votos, governadores, deputados, senadores e prefeitos da região apóiam o programa e, vergonhosamente, silenciam quanto o seu efeito desastroso para o País: a geração de uma nação do tamanho da Argentina, de 45 milhões de brasileiros parasitas, verdadeiros párias, encabrestados em curral eleitoreiro do Governo Lula, ganhando sem produzir nada de útil à sociedade, sem independência eleitoral, sem pátria, sem cidadania e sem futuro.
Onde opera o demagógico Bolsa-Família, os beneficiários sentem-se aposentados e estão encabrestados em curral eleitoral de Lula, sem produzir nada útil à sociedade, sem cidadania e sem futuro.

Tão Gomes Musa Antônio Caraballo Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
Jota Alcides Charlotte Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva