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FATORAMA
Jornal das Vozes Livres de Brasília
HOME   Brasília - DF 29/07/2007

PARTIR DE AGOSTO, COM O FIM DO RECESSO, O CONGRESSO PROMETE VIVER DIAS DE MUITA TENSÃO. NA CÂMARA E NO SENADO, OS POLÍTICOS ESTARÃO VOLTANDO DAS BASES CHEIOS DE DEMANDAS E QUEIXAS. E CRISES NÃO FALTAM NO CARDÁPIO DE DEPUTADOS E SENADORES. OS CASOS RENAN E GIM ARGELLO GANHARÃO NOVOS ROUNDS. E A TRAGÉDIA AÉREA OCUPARÁ NOVAS TRIBUNAS.

Com coragem, o governador José Roberto Arruda denunciou a ineficiência do Ibama e os prejuízos que a regional do DF causa ao esforço para desenvolver Brasília. Está ganhando elogios de quantos, por todo o País, nos setores público e privado, sofrem nas mãos desses burocratas.

Um agosto com muita tensão

A história brasileira no último século consagrou o mês de agosto como um período de muita tensão e eventos dramáticos. Na política, principalmente. Independente das eventuais explicações dos esotéricos, tudo leva a crer que o agosto de 2007 não fugirá à regra. Com a perspectiva de grandes tensões econômicas reforçarem as turbulências políticas. Previsão de agitação nos mercados, das bolsas ao câmbio, em escala global.

GAZETILHA

Experientes parlamentares e especialistas em análise de opinião pública estão produzindo juízos bastante convergentes sobre os efeitos políticos dos tempos vividos pelo País.

É visível a dificuldade do presidente Lula para retomar uma agenda de viagens por grandes centros urbanos, em particular no Sul e Sudeste do país. Agora, só o Norte-Nordeste.

O divórcio do presidente Lula com a classe média foi selado com as tragédias que colocaram a crise aérea nos livros de história. E tudo reforçado pelos dramas da insegurança pública.
A idéia de que Lula já enfrentou e venceu, nas urnas, um dos Brasis consagrados pela literatura, é argumento recorrente entre os aliados que o situam no campo da maioria.
Não são poucos os que percebem preocupações no Executivo em aprofundar ações dirigidas para a população que não anda de avião e vibra com o dinheiro do Bolsa-Família. Optar pelo choque político entre esses dois Brasis traz muitos riscos e evoca experiências em curso em vizinhos latinoamericanos, como Venezuela, Bolívia, Equador e Nicarágua.
Tragédia aérea já virou crise econômica
Depois de 10 meses de tumultos e mais de 350 mortes em dois acidentes, a crise aérea brasileira alcançou dimensões políticas e sociais jamais imaginadas, além de instalar verdadeira crise econômica em todos os segmentos de serviços que atuam no setor de turismo. Hotéis estão perdendo dinheiro em plena temporada de férias. As agências de turismo e companhias aéreas idem. O mesmo para bares e restaurantes em muitos pontos do País.
EXCLUSIVO
Com o ministro Nelson Jobim na Defesa, o presidente Lula imagina ter retomado a iniciativa no front do problema aéreo que, a partir da tragédia do vôo 3054, ganhou dimensões de crise política, econômica e social. Mudanças, ainda que apenas de nomes, costumam provocar votos de confiança nos novos gestores de uma crise. Em especial por aqui e ao menos por algum tempo.


Tão Gomes Musa Charlotte Magno Martins JB Serra e Gurgel Guillermo Piernes Renato Riella
Jota Alcides Tribuna Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva