| Dias
de reencontros, homenagens e emoções. Assim foi essa semana,
em Brasília, para nove brasileiros campeões mundiais da Copa
do Mundo de 1958, graças à iniciativa do governador Roberto
Arruda. Mas, mesmo em clima de festa e confraternização, Pelé
(último a chegar), De Sordi, Dino Sani, Zito, Orlando, Pepe,
Zagallo, Mazola e Moacir, eternos campeões, não deixaram de
revelar suas preocupações com a atual Seleção sob o comando
do técnico Dunga, que experimenta a pressão da torcida decepcionada
e exigente. Eles estão divididos. Para Zagallo, “a Seleção está
num momento de transição, que começou na Copa de 2006. Aquela
base não |
existe mais e é preciso renovar”. Zito defende Dunga: “A Seleção
está como as outras, como a Argentina que não está muito superior”.
Para Pelé, “não é hora de tirar Dunga”. Mas Pepe considera que
o técnico “é um ex-jogador sem experiência no cargo”. Já Orlando
é mais crítico: “Dunga não tem gabarito para treinar a Seleção
Brasileira”. Fora esse clima de preocupação com a atual Seleção,
foi só alegria para os campeões de 58 nesses dias em Brasília.
Além de festivos almoços com o governador Arruda, na residência
de Águas Claras, comemorando a memorável conquista na Suécia,
participaram das exposições “Selando o Futebol Arte” nos Correios |
e “Marcas do Rei”, no Museu da República, receberam homenagens
no Senado e no Palácio do Planalto, onde foram recebidos pelo
presidente. Quem pensa que foi fácil reunir esses heróis do
primeiro título mundial do Brasil hoje pentacampeão, está muito
enganado. Mazola, que depois da Copa foi para a Itália, e Moacir,
que foi para a Argentina, por exemplo, não se encontravam desde
a festa da vitória no Rio em 1958. Mas, apesar das dificuldades,
graças ao empenho do secretário de Cultura, Silvestre Gorgulho,
esse encontro em Brasília foi possível. Emocionado, Zagallo
agradeceu: “Deveríamos ter mais encontros como esse, pois ficamos
muito tempo sem nos ver”. |

Campeões de 58 com senador Cristovam

Arruda com os campeões de 58
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