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de condolências e conforto do ex-presidente dos Estados Unidos, Bill
Clinton, e de sua mulher, senadora Hillary Clinton, do rei da Espanha,
Juan Carlos, e de muitos intelectuais do exterior. Do Brasil, além
do abraço carinhoso e emocionado do presidente Lula e de sua esposa,
dona Marisa Letícia, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está
recebendo a solidariedade de políticos de todos os partidos, inclusive
adversários, nesse momento de sofrimento dele pela morte de sua Ruth
Cardoso, com quem foi casado por 55 anos e teve três filhos. Além
do presidente Lula, que levou 11 ministros ao velório da ex-primeira
dama, na sede da Orquestra Sinfônica de |
São Paulo, ali compareceram os presidentes do Senado, Garibaldi Alves,
da Câmara, Arlindo Chinaglia, e do Supremo Tribunal Federal, Gilmar
Mendes. Ao lado de políticos, empresários, intelectuais e artistas,
principalmente de São Paulo e do Rio, vendo o ex-presidente FHC bastante
abalado e com olhos em lágrimas, não seguraram a emoção e choraram.
Durante o velório, quase todos os depoimentos destacaram a coerência,
brilhantismo e a dignidade ética e moral de Ruth Cardoso, como intelectual
e como primeira dama durante os oitos anos do Governo FHC. Segundo
o governador paulista, José Serra, com o programa “Comunidade Solidária”, |
que ela criou, dona Ruth “redifiniu os rumos da política social no
Brasil”. Para o governador Aécio Neves, “o que vai ficar é a lembrança
de uma grande mulher, uma referência dentro e fora do Brasil”. Antropóloga
e intelectual de prestígio, orientadora de teses de doutorado na USP
e na Unicamp, respeitada no Brasil e no exterior, transformou as políticas
de ação social do Governo Federal com o seu programa “Comunidade Solidária”.
Casada com o ex-presidente FHC, detestava ser chamada primeira-dama.
Morreu em casa, em São Paulo, aos 77 anos, subitamente, nessa semana,
de parada cardíaca. |
Serra:
ela mudou a política social no Brasil
Aécio:
uma intelectual respeitada até no exterior
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