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FURACÃO INCANDESCENTE
Uma devastação
de 1.700 quilômetros quadrados na Califórnia, 1.664 prédios destruídos,
mais de 1 milhão de desabrigados. O governador Arnold Schwarzeneger,
acostumado com filmes de ação, está impressionado com o poder
destruidor do fogo. Mais de dez mil bombeiros passaram passaram
essa semana lutando contra o incêndio. Participaram das operações
também mais de 2.300 presidiários que fazem parte das brigadas
contra incêncios nas penitenciárias. Surpreendentemente, com todo
esse poder devastador, muitos comentam nos Estados Unidos, o número
de vítimas não tem sido proporcional. Contaram-se menos de 10
mortos, apesar de muitos feridos. De uma coisa, todos estão certos:
esse furacão incandescente na Califórnia é uma vingança da natureza.
Entretanto, parece que Bush não está nem aí.
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SAI E ENTRA KIRCHNER
De acordo com o Governo argentino, o país fechará o ano com uma
inflação inferior a 10%, mas seus opositores garantem que ela passará
dos 20%. Se qual o for o índice verdadeiro, este será o primeiro
grande desafio da virtual presidente Cristina Kirchner, grande favorita
das eleições deste domingo(28). Por isso, ela está prometendo novos
investimentos na Argentina. Em entrevista, nessa semana, a confiante
Cristina Kirchner evitou comparações com Eva Peron e Hillary Clinton:
“Não quero ser identificada com Hillary nem com Evita, com ninguém.
Não existe melhor coisa do que você ser parecida com você mesma”.
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- Quando o presidente Néstor Kirchner assumiu o Governo argentino em
2003, o índice de pobreza no país era alarmante, mais de 50%. Kirchner
deu uma mexida na economia, conseguiu taxas de crescimento anuais de
8% e Argentina superou grave crise.
- Mas, como acontece nos países em desenvolvimento e emergentes, nem
sempre o crescimento econômico traz benefícios para todos. Foi o que
aconteceu também na Argentina sob o Governo Kirchner. De cada US$ 30
gerados pelo crescimento, 20 US$ ficaram com os 30% mais ricos e apenas
US$ 10 com 70% da população.
- Segundo o Indec, que uma espécie de IBGE da Argentina, atualmente
23,4% da população vivem abaixo da linha de pobreza, enquanto quase
9% são indigentes, sem condições para satisfazer suas necessidades básicas
de alimentação. Para a Sociedade de Estudos Trabalhistas, a pobreza
atinge 28% dos argentinos.
- Este é o maior desafio da sucessora de Néstor Kirchner, sua esposa
Cristina Kirchner, virtualmente eleita. Ela terá que promover um grande
programa de redistribuição de renda. Mas, como os 30 mil moradores de
favela no bairro de Barracas, em Buenos Aires, outros milhares não estão
muito otimistas.
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