GAZETILHA
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O desemprego
caiu para 1 dígito (9%), após muito tempo, enquanto a renda
média do trabalhador brasileiro cresceu 2,5% em relação a
2006. Boas notícias. Mas é muito pouco.
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O quadro
observado em importantes setores da infra-estrutura não é
melhor, com carências e deficiências importantes, que limitam
os próprios esforços de crescimento econômico.
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A qualidade do ensino está baixa e o desempenho do sistema educacional
público em crise. Reconhecida pelo próprio governo. Na saúde
o quadro chega a ser pior, com dengue e tudo. |
E apesar de tudo, importantes organismos internacionais louvam
políticas de austeridade monetária e responsabilidade fiscal,
que começaram com Fernando Henrique.
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As contas
públicas ainda estão em ordem, mesmo sofrendo evidente e preocupante
processo de erosão. Pela expansão de gastos públicos e pela
manutenção de um câmbio artificialmente. |
Todas essas realidades existem e atestam a dimensão e complexidade
do Estado brasileiro. A dúvida é quanto disso, do lado das virtudes,
atravessará as eleições de 2008 e 2010. |
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Crescimento
com fôlego curto
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Lula está preocupado com o futuro. Os empresários estão usando 87%
da capacidade instalada. E se não fizerem novos e enormes investimentos,
a demanda poderá trazer a inflação de volta, por falta de oferta.
O Presidente pediu, nessa semana, um novo surto de expansão da economia.
Muitos interlocutores julgam que pouco se poderá fazer, sem reformas
vitais que o Governo evita realizar. Visto daqui, o crescimento
perderá fôlego. Será o vôo da galinha.
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