| Presidente
Lula pratica o dualismo ao defender, publicamente, a liberdade de imprensa,
mas, nos bastidores, trabalha para aprovação pelo Congresso de projeto que
impõe mordaça à imprensa. |
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NOVO ATAQUE CONTRA IMPRENSA |
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Um
governante dualista é um governante com posições opostas,
dependendo das circunstâncias. Em público é uma coisa, nos
bastidores é outra. Mais uma vez, o presidente Lula da Silva(foto)
demonstrou seu dualismo, desta vez em Nova Iorque, nessa semana,
quando fez vigoroso discurso em defesa da liberdade de imprensa.
Chegou a dizer, de forma enfática: “Ao trilharmos o caminho
da justiça social e da pluralidade, a liberdade e a independência
das fontes são fundamentais para um diálogo democrático, equilibrado
e esclarecedor. O acesso livre e desimpedido da informação
é fundamental para se construir um mundo mais justo e próspero”.
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Seria algo extremamente positivo e expressão de espírito democrático,
se fosse sincera essa manifestação pública do presidente Lula.
Entretanto, sua afirmação está, infelizmente, no sentido contrário
do que ele e sua equipe vêm fazendo, nos bastidores, desde o
início do seu Governo, com tentativas de impor mordaça à imprensa.
Agora, é o projeto de lei do Executivo, preparado pelos ministros
da Civil, Dilma Rousseff, da Justiça, Tarso Genro, da Defesa,
Nelson Jobim, e da Comunicação Social, Franklin Martins, que
prevê punição criminal aos veículos de comunicação ou aos jornalistas
que divulgarem escutas telefônicas, legais ou ilegais, sob segredo
de Justiça. Pior: o Governo quer obrigar os jornalistas a revelarem
suas fontes, proposta que atinge diretamente a liberdade de |
imprensa e fere direito constitucional. Mais do que contradição
entre o discurso e a prática, o dualismo do presidente Lula
confirma que o seu Governo tem mesmo é vocação autoritária e
seu desejo é fazer aqui o que já fizeram seus colegas, falsos
democratas e ditadores disfarçados, Hugo Chávez, da Vene-zuela,
Evo Morales, da Bolívia, e Rafael Correa, do Equador, que estão
fechando, censurando, pressionando e “im-prensando” os principais
meios de comunicação que lhes fazem oposição. Quando não os
atingem por meio de atos antidemocráticos, legalizados por força
do autoritarismo, os atingem por meio dos cortes de verbas de
publicidade, para deixá-los enfraquecidos, financeiramente,
e, assim, dependentes do Governo. São fontes de inspiração tentadoras
para o |
Governo Lula que, agora, mais uma vez, insiste no cerceamento
à liberdade de imprensa. Entre outras iniciativas anteriores,
destaca-se a desastrada criação do Conselho Nacional de Jornalismo(CNJ),
cujo objetivo principal era o controle das redações e das edições
dos veículos de comunicação. Desgraçadamente, o projeto com
marca ditatorial chegou a ter o apoio de dirigentes da Federação
Nacional de Jornalistas, vinculados ao PT, partido de Lula.
Mas, felizmente, a proposta não prosperou porque encontrou barreiras
fortes e resistentes na sociedade e no Congresso. Agora, o Governo
Lula volta a atacar com essa nova ameaça de mordaça à imprensa,
querendo instalar uma prática censória como a que vigorou durante
a ditadura militar. É uma enorme contradição entre o que Lula
diz - |
inclusive ao reconhecer, publicamente, que ele é resultado da
liberdade de imprensa e que chegou aonde chegou graças à liberdade
de imprensa no Brasil -, e faz nos bastidores do Palácio do
Planalto. Mas essa contradição é apenas aparente. Na verdade,
Lula da Silva, Dilma Rousseff, Tarso Genro, Nelson Jobim, Franklin
Martins e outros ilustres do PT, como os ex-ministros José Dirceu,
denunciado chefe do Mensalão, e Antonio Palocci, denunciado
violador da conta do caseiro Fracenildo Costa, e outros arrogantes
petistas e mensaleiros, como José Genoíno, João Paulo da Cunha
e Delúbio Soares, todos detestam a imprensa. Para eles, a imprensa
deve ser livre e democrática para elogiar o Governo, ou até
mesmo para dizer a verdade, desde que seja a verdade do Governo.
São todos hipócritas e falsos democratas. |
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Governo
Lula tenta, mais uma vez, o cerceamento à liberdade de imprensa, inspirado
nos seus colegas, falsos democratas e ditadores disfarçados, presidentes
da Venezuela, Bolívia e Equador. |