O primeiro jornal fast-news do Brasil
FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 28/09/2008

SINAIS DA SUCESSORA
m algum momento entre a divulgação das pesquisas revelando a elevada popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a declaração de diversos petistas de peso dando o aval, como o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, o ministro da Educação, Fernando Haddad, e a candidata à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, todos potenciais adversários, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, se consolidou nos últimos dias como a alternativa preferida do governo para a sucessão presidencial de 2010. Outros fatores também sinalizam para o fato de que a candidatura Dilma ganhou corpo. Três principais, ao menos, não podem ser menosprezados. A ensaiada mudança de perfil da dama de ferro para algo mais palatável eleitoralmente, a entrega de programas como o PAC e o Territórios da Cidadania a seus cuidados e, por fim, a movimentação não só dos próprios petistas, mas de aliados de cacife eleitoral, como o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) e PMDB, sondando as chances de composição de chapa com a ex-ministra. Este último, por sinal, é o que mais chama a atenção como demonstração cabal da força que o presidente Lula alcançou e as rendições políticas que ela começa a contabilizar no meio do caminho. Até pouco tempo, não havia análise sobre 2010 que não




levasse em conta as incontáveis dificuldades de uma aliança entre os dois principais partidos da base, PT e PMDB. A fala mansa de caciques peemedebistas já coloca essas dificuldades sob nova perspectiva. As chances de êxito do candidato indicado pelo presidente e sua popularidade voadora pressionam neste

sentido. Vale lembrar que Dilma nunca concorreu à eleição alguma. Oficialmente, não é nem a candidata da base ainda. Mas já aparece oscilando de 8% a 12% das intenções de voto, no mesmo patamar daquela que foi a terceira colocada nas últimas eleições presidenciais, a ex-senadora Heloísa Helena. Resultado nada desprezível, que coloca até mesmo Ciro Gomes, em geral com o dobro das preferências, em posição de aceitar a modesta vaga de vice. Afinal, peitar a candidata de Lula neste instante não parece a coisa mais inteligente, eleitoralmente falando, a se fazer. Diante desse cenário, o sonho mais extravagante do Presidente, de unificar a base em torno de uma candidatura única, que há meses parecia algo relativamente impensável, começa a se desenhar verossímil. Estaríamos diante de um novo fluxo de institucionalização político-partidária no País, na medida em que o que parecia uma frágil aliança entre forças políticas de outrora ganharia equilíbrio e continuidade. Vale lembrar, contudo, que, no momento, o que mais influi na construção deste cenário, a popularidade do Presidente, continua sendo um elemento essencialmente volátil e instável. Como o próprio Lula reconheceu essa semana, a “fotografia do momento” pode se alterar. Agir para que isso não ocorra, sabe o governo, é a tarefa fundamental até 2010.



GOLPES - Qual será o próximo golpe dos presidentes da Venzuela, ou da Bolívia ou do Equador contra o Brasil? Evo Morales e Rafael Correa já descobriram: como o presidente Lula está sendo bonzinho demais com eles, é só atacar as riquezas do Brasil em seus países que eles levarão vantagem.

McCain Sob Tensão
Crise na Eleição
Obama na Frente
Crise financeira internacional já atinge a candidatura de John McCain à Casa Branca. Seus estrategistas estão angustiados e já culpam o Governo Bush por eventual derrota na corrida presidencial.

Para Obama, atual crise econômica nos Estados Unidos é a pior desde a Depressão de 1929. Para John McCain é preciso reformar o Governo e fazer uma limpeza em Wall Street. Com o pacote de Bush, de US$ 700 bilhões, para salvar a economia dos EUA, Obama e McCain já estão prevendo que terão de fazer muitos cortes em seus programas de governo, em caso de vitória. Nenhum dois candidatos previu o furacão da crise em suas campanhas.
Pelas últimas pesquisas, crise econômica está favorecendo o candi-dato democrata Barach Obama. Ele tem 52 % das intenções de votos, enquanto John McCain caiu para 43% e está ficando preocupado.


MusaFatorama Expediente Antônio Caraballo Magno Martins JB Serrra e Gurgel Entre Coluna Renato Riella
Jota Alcides Maura Charlotte Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveria Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva