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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 28/09/2008

UEM AINDA SONHAVA, NO GOVERNO, COM A VOLTA DA CPMF, PARECE TER JOGADO A TOALHA. NÃO QUE O EXECUTIVO DESISTIU DE EMPLACAR A CSS. O PROBLEMA É O NOVO EXCESSO DE ARRECADAÇÃO, QUE LEVARÁ A NOVA E GENEROSA DISTRIBUIÇÃO DE RECURSOS NO FINAL DO ANO. A OPOSIÇÃO ESTÁ ATENTA A MANOBRAS PARA RESSUSCITAR O IMPOSTO DO CHEQUE VIA REFORMA TRIBUTÁRIA.

Em boa hora o Governo Federal e várias administrações estaduais reforçaram as ações de combate à pirataria, descaminho e produtos toscamente falsificados. As blitzes serão intensificadas neste final de ano, para a boa imagem do País.

Cresce risco da gastança

O problema não é novo. Aliás, na ótica de Lula sequer é um problema. O Presidente faz uma defesa vigorosa do Estado máximo, em contraposição à tese neoliberal do Estado mínimo. Vai daí que nos últimos anos os gastos públicos cresceram de forma ilimitada e descomprometida em relação a qualquer tese de contenção, vital para realizar a redução da alta carga tributária nacional. Mas os riscos ficarão maiores em 2009.

GAZETILHA

Nem bem esfriou o noticiário em torno das pressões feitas pelo Paraguai sobre o Brasil, por conta da renegociação do Tratado de Itaipu, eis novo problema.

Na prática, já ficou claro que o Brasil tomou prejuízo no esforço para contornar problemas com a Bolívia. Também prometeu ceder diante das demandas do Paraguai.

É a briga do presidente do Equador, Rafael Correa, com o BNDES e a Odebrecht, por conta da construção de uma usina hidrelétrica. Contencioso do Brasil na América do Sul só cresce.
Agora o Equador aparece como a bola da vez. Por seu tamanho, população e dimensão econômica, o Brasil é ator com liderança na América do Sul. Mas está cedendo demais.
Lula comentou que vê o presidente equatoriano como um irmão mais novo. E prega compreensão e diálogo. Esse mesmo discurso foi usado quando a Bolívia ocupou campos da Petrobrás. Não se trata de pregar a briga. Mas fica claro o risco de uma leitura onde o País paga para evitar confrontos. Se a moda pega, em breve a fila das demandas vai andar novamente.
Pacote tenta evitar que o mercado derreta
Não deixa de ser uma grande ironia. Depois de oito anos pregando um capitalismo quase selvagem, o Governo Bush vai terminar com um epitáfio melancólico e constrangedor: autor de um megaplano de salvação do mercado financeiro americano, a um custo em torno de US$ 1 trilhão. A socialização dos prejuízos cobrará alto preço político e econômico. Todas as previsões para 2009 sinalizam queda na atividade econômica, em escala mundial. E todos os países sofrerão.
EXCLUSIVO
Crescem as apostas em torno do grande tema político para o day after eleitoral: as pressões em torno de uma reforma política que viabilize o terceiro mandato do presidente Lula ou, então, admita uma prorrogação geral de mandatos, para estabelecer a coincidência das eleições em 2012. Os petistas não pensam em outra coisa.


Expediente Musa Charlotte Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
Jota Alcides Tribuna Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva