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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 27/07/2008

AS NÃO É APENAS LULA QUE PODE TER DORES DE CABEÇA COM OS RESULTADOS DAS URNAS EM 2008. NO CAMPO TUCANO NÃO FALTAM APREENSÕES TAMBÉM. EM PARTICULAR PARA PRESIDENCIÁVEIS COMO SERRA E AÉCIO. OS RESULTADOS DE SÃO PAULO E BH, AO LADO DO JOGO A SER FEITO NO RIO, PODEM EMBARALHAR O QUADRO DE 2010. COM RAZÃO, DEVEM ESTAR PREOCUPADOS.

A lei seca tem no radicalismo o vírus de sua revisão. Milhões de cidadãos equilibrados, que bebem com evidente moderação e são eleitores, não agüentarão por muito tempo a pecha de criminosos ao volante.

Pessimismo na rodada Doha

O esforço de liberalização do comércio internacional começou em 2001, na reunião feita pela OMC no Catar. Depois de sete anos, o que se vê é o imobilismo, no choque de pleitos entre emergentes e desenvolvidos. Agora, em Genebra, a Organização Mundial do Comércio tenta desesperadamente obter algo que ajude o comércio a lutar contra uma crise econômica que se alastra pelo globo. As chances, infelizmente, são escassas.

GAZETILHA

A classe média brasileira experimenta um turbilhão de sensações incômodas, que os meios de comunicação traduzem numa rotina de notícias adversas e conectadas.

O universo policial explode na arena política, com a amplitude e reflexos da Operação Satiagraha. O envolvimento de gente da alta garante manchetes e acentua o desencanto.

Na economia, o dragão da inflação volta a mover-se. O custo de vida cresce e o consumo cai, junto com a oferta de emprego. A queda nas cotações das commodities prova isso.
Em pouco tempo, rádio e TV abrirão espaço para a propaganda eleitoral gratuita. Será a hora desse mundo de problemas aparecer com destaque, sem garantia alguma de solução.
No plano social, a deterioração do ambiente de segurança toma forma de vedete na próxima campanha eleitoral, com inúmeras tragédias provocadas pelo despreparo de agentes da lei. No fim, restará no cidadão informado um misto de resignação e revolta. A sensação de que quanto mais as coisas parecem mudar, mais elas parecem iguais. Aqui e lá fora. Infelizmente.
Ufanismo não ajuda controle da inflação
Como previsto, o mercado já concluiu que a inflação neste ano vai estourar o limite superior da meta oficial. E não há dúvida de que uma parte desse índice vai contaminar o número de 2009. No ano que vem, manter a carestia dentro da meta, sem o uso da margem, parece impossível. E o ufanismo da equipe econômica, ao lado dos gastos públicos, não ajuda no esforço de contenção. O custo político deve aparecer em 2010.
EXCLUSIVO
Apesar da preocupação do presidente Lula de manter uma prudente distância dos palanques com conflitos partidários nas eleições de outubro, poucos acreditam que a ampla e heterogênea aliança que lhe dá uma instável sustentação parlamentar saia preservada da disputa deste ano. O fato é que vencedores e perdedores começarão 2009 fazendo contas sobre a disputa de 2010.


Expediente Musa Charlotte Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
Jota Alcides Tribuna Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva