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Previdência melhora em arrecadação
e déficit cai

Culto ecumênico com ministro Luiz Marinho e servidores da Previdência
nquanto a arrecadação da Previdência Social cresceu 9,1% em 2007 – quase o dobro da estimativa de crescimento do PIB nacional, houve significativa queda do seu déficit também em relação ao PIB, pela primeira vez nos últimos dez anos. Descontado o efeito contábil da antecipação de R$ 2,719 bilhões pagos em dezembro do ano passado relativos aos benefícios de janeiro de 2008, o resultado da Previdência caiu em R$ 1,6 bilhão, fechando o ano com déficit de R$ 43,3 bilhões contra R$ 44,927 bilhões de 2006. Pela nova metodologia de cálculo do déficit da Previdência, defendida pelo ministro Luiz Marinho, esse déficit caiu ainda mais, de R$ 45 bilhões para R$ 21,763 bilhões. Esse cálculo considera a conta-bilização das perdas com renúncias fiscais e subsídios no orçamento dos Ministérios que concederam os benefícios. Segundo ele, somente no ano passado, a Previdência deixou de arrecadar R$ 14,3 bilhões com renúncias concedidas a entidades filantrópicas e também por causa do Simples. “Com o crescimento da economia brasileira nos últimos anos, gerando bom desempenho do mercado e de trabalho, e as medidas de gestão que adotamos entramos em um processo de reversão do déficit da Previdência que agora está demonstrada. A retomada da economia tem dois efeitos: melhora a cobertura previdenciária, com a inclusão de mais trabalhadores, e melhora a arrecadação”, lembrou o ministro. Mais do que satisfeito, até mesmo empolgado, Luiz Marinho anunciou esses resultados durante as comemorações, nessa semana, dos 85 anos da Previdência, em cerimônia no Palácio do Planalto, e no lançamento, no auditório do MPAS, do livro “Evolução da Previdência Social”, do jornalista JB Serra e
Gurgel, editado pela Fundação Anasps – Associação Nacional de Servidores da Previdência Social. O livro traz um histórico da Previdência, desde 24 de janeiro de 1923, quando foi publicada a Lei Eloy Chaves, que determinou a criação da Caixa de Aposentadorias e Pensões para os empregados das empresas ferroviárias. Atualmente, a Previdência paga, mensalmente, 25,2 milhões de benefícios, totalizando R$ 14 bilhões em aposentadorias, pensões e auxílios.
Paulo César Souza, da Anasps, com Luiz Marinho



“O crescimento da economia brasileira está produzindo dois efeitos: melhora a cobertura previdenciária, com a inclusão de mais trabalhadores, e melhora a arrecadação”
Marinho recebe livro de JB Serra e Gurgel

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