Matilde Ribeiro


Ministra Matilde Ribeiro vai ter que explicar no Senado porquê é recordista de gastos com cartão corporativo do Governo, tendo acumulado despesas de R$ 171 mil somente no ano passado.
FARRA COM DINHEIRO PÚBLICO
Além dos cortes no Orçamento, por causa da crise internacional que ameaça o Brasil e do fim da CPMF de R$ 40 bilhões/ano, o presidente Lula da Silva precisa tomar, urgentemente, uma providência enérgica quanto ao uso do cartão corporativo do seu Governo, que já alcançou nível escandaloso: R$ 75 milhões em 2007, 130% a mais do que em 2006. Como é recordista nesses gastos com dinheiro público, a ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro(foto), será convocada pelo Senado, agora no início de fevereiro, para dar explicações. Somente o ano passado, ela torrou R$ 171,5 mil em aluguel de carros, hotéis e resorts, bares e restaurantes de luxo, verdadeira farra.

“Exatamente neste momento em que o Governo encontra-se diante da necessidade de redução de gastos, é inadmissível ficar indiferente ao desvio da finalidade para a qual foi criado o cartão corporativo”, justifica o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), autor da convocação, cujo requerimento será lido em plenário, dia 6 de fevereiro, antes de ir para votação na Comissão de Fiscalização e Controle do Senado, a quem compete adotar providências no caso de irregularidades no uso de recursos do Orçamento. Como se trata de convocação, a ministra Matilde Ribeiro será obrigada a comparecer. Vai ter que explicar porquê tem gasto tanto dinheiro com o cartão corporativo, principalmente em despesas estranhas, entre elas pagamento de compras feitas em free-shop.Ela terá que explicar também porquê pagou despesas pessoais em dezembro último, sobretudo com aluguel de carros e hotéis, às vésperas do Natal, estando de férias. E mesmo sem estar ainda trabalhando, continuou usando o cartão corporativo para despesas pessoais neste mês de janeiro. Pelos levantamentos chegados ao senador Heráclito Fortes, somente em 2006, quando recebeu o cartão corporativo do Governo, a ministra Matilde Ribeiro gastou R$ 55 mil em apenas seis meses, mais de R$ 9 mil por mês. Já em 2007, suas despesas foram sete vezes maiores do que a do segundo colocado no ranking de gastadores do cartão corporativo, o ministro da Pesca, Altemir Gregolim, outro de Ministério também inexpressivo desse Governo. Como todas essas despesas estão registradas na Controladoria Geral da União, será fácil ao presidente Lula descobrir porque estão gastando tanto, sem nenhum critério e abusivamente. Da mesma forma, deve existir explicação para o fato de que 75% dos R$ 75,6 milhões gastos no ano passado foram a partir de saques em dinheiro. Por que saques em dinheiro? Não adianta querer esconder isso, alegando dados sigilosos para segurança do Governo. Dinheiro público usado assim é mais facilmente desviado ou roubado. De acordo com a assessoria da ministra Matilde Ribeiro, os gastos dela ano passado com o cartão corporativo se justificaram “pela necessidade de intensificar as relações com os novos governos estaduais para discussão das políticas de igualdade racial” e pelo fato de seu Ministério não contar com escritórios nos Estados. Justificativa inaceitável porque o Governo Federal tem muitas repartições nas diversas capitais que poderiam ceder, provisoria e emergen-cialmente, pelo menos uma sala para que a ministra pudesse fazer suas reuniões fora de Brasília. Mesmo assim, a ministra está devendo muitas explicações ao Senado e à sociedade: Por que tanto aluguel de carros? Por que tem que se hospedar em resorts e hotéis de luxo? Por que tem que freqüentar bares e restaurantes de luxo? Se gosta tanto de luxo ou quer esnobar poder que o faça com o seu salário, seu dinheiro pessoal e não com o dinheiro público. Fazer compras em free-shop com cartão corporativo é mais do que falta de respeito ao povo. É farra com o dinheiro público. Um escândalo!
Entre as despesas da ministra Matilde Ribeiro, pagas com dinheiro público, estão hotéis e resorts de luxo, bares e restaurantes de luxo, além de aluguel de carros, inclusive durante suas férias.

Tão Gomes Musa Antônio Caraballo Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
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