GAZETILHA
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Ano novo,
vida nova. Mas o otimismo do brasileiro com a virada do calendário
parece que em 2008 não vai durar 30 dias. Velhos problemas
voltaram às manchetes, sem respeitar férias.
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A área
de saúde ficou doente de vez. Não bastassem as carências de
hospitais, profissionais e remédios na rede pública, eis que
depois da dengue também a febre amarela voltou a matar.
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A violência no trânsito, nas cidades e nas estradas, matou centenas
em pouco tempo. A criminalidade também não deu folga e até no
Réveillon de Copacabana deixou sua marca. |
Na política, o ano começa com jeito de perdido, por conta
das escaramuças em torno das eleições municipais de outubro.
A agenda do primeiro semestre deveria ser intensa. Não deve
ser.
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O funcionalismo
público está em pé de guerra com o Governo, por conta de promessas
de reajustes que talvez não sejam cumpridas com o fim da CPMF.
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O desencanto parece já ter data marcada para voltar: no início
de fevereiro, após o Carnaval. Nada a ver com o fato deste ano
ter a maioria dos feriados caindo em finais de semana. |
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Crescimento
econômico perde força
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Quem entende do assunto já fez o diagnóstico: o risco de recessão
nos EUA é enorme e a expansão econômica já está comprometida no
primeiro semestre. E no segundo, será modesta. Tradução: essa desaceleração,
somada ao pouco dinamismo previsto para a economia européia, deixará
um mico para os países emergentes, Brasil incluso. Poderão não sofrer
tanto, mas encontrarão mercados menores. Todos terão de rever suas
metas de expansão, para baixo.
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EXCLUSIVO
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Já não dá para disfarçar. Por tudo o que diz de público e mais o
que comenta em conversas reservadas, o presidente Lula está preocupado
com a dimensão da primeira grande crise econômica mundial que vai
administrar. As condições do País estão melhores que no passado,
é fato. Mas todo mundo sabe, inclusive Lula, que a depender do tamanho
do problema, todos sofrerão.
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