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Jornal das Vozes Livres de Brasília
HOME   Brasília - DF 27/01/2008

NOVO PRESIDENTE DO SENADO, GARIBALDI ALVES, BEM QUE SE ESFORÇA PARA ENGAJAR A INSTITUIÇÃO EM UMA AGENDA POSITIVA, EM 2008. EM ENCONTRO COM OS LÍDERES VAI PROPOR UMA PAUTA DE REPERCUSSÃO CERTA PARA RECUPERAÇÃO DE IMAGEM. MAS OS PROBLEMAS DOS SUPLENTES DO MINISTRO LOBÃO PODEM LEVAR A CASA DE VOLTA AO NOTICIÁRIO NEGATIVO.



O governador Arruda está prestes a ganhar uma grande dor de cabeça. É que os carnês do IPTU de 2008 chegarão a muitos contribuintes com erros de enquadramento e reajustes definitivamente exagerados em relação a 2007.

A janela já era. Fechou

Não foi por falta de aviso. O ciclo de prosperidade que empurrou a economia global nos últimos anos minguou. A onda especulativa que torrou bilhões de dólares nos Estados Unidos e na Europa, por conta da mais recente corrente da felicidade (atende pelo nome de subprime), está apresentando a conta este ano. E o pior é que poucos se atrevem a estimar o tamanho do problema, que começou, mas não terminou.

GAZETILHA

Ano novo, vida nova. Mas o otimismo do brasileiro com a virada do calendário parece que em 2008 não vai durar 30 dias. Velhos problemas voltaram às manchetes, sem respeitar férias.

A área de saúde ficou doente de vez. Não bastassem as carências de hospitais, profissionais e remédios na rede pública, eis que depois da dengue também a febre amarela voltou a matar.

A violência no trânsito, nas cidades e nas estradas, matou centenas em pouco tempo. A criminalidade também não deu folga e até no Réveillon de Copacabana deixou sua marca.
Na política, o ano começa com jeito de perdido, por conta das escaramuças em torno das eleições municipais de outubro. A agenda do primeiro semestre deveria ser intensa. Não deve ser.
O funcionalismo público está em pé de guerra com o Governo, por conta de promessas de reajustes que talvez não sejam cumpridas com o fim da CPMF. O desencanto parece já ter data marcada para voltar: no início de fevereiro, após o Carnaval. Nada a ver com o fato deste ano ter a maioria dos feriados caindo em finais de semana.
Crescimento econômico perde força
Quem entende do assunto já fez o diagnóstico: o risco de recessão nos EUA é enorme e a expansão econômica já está comprometida no primeiro semestre. E no segundo, será modesta. Tradução: essa desaceleração, somada ao pouco dinamismo previsto para a economia européia, deixará um mico para os países emergentes, Brasil incluso. Poderão não sofrer tanto, mas encontrarão mercados menores. Todos terão de rever suas metas de expansão, para baixo.
EXCLUSIVO
Já não dá para disfarçar. Por tudo o que diz de público e mais o que comenta em conversas reservadas, o presidente Lula está preocupado com a dimensão da primeira grande crise econômica mundial que vai administrar. As condições do País estão melhores que no passado, é fato. Mas todo mundo sabe, inclusive Lula, que a depender do tamanho do problema, todos sofrerão.


Tão Gomes Musa Charlotte Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
Jota Alcides Tribuna Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva