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Quem diria, hein? O Governo Lula e do PT anunciou, nessa semana, o
seu pacotão contra o colapso financeiro global, um Proer muito mais
forte e abrangente e menos transparente do que o Proer do Governo
FHC, em 1995, tão criticado pelo PT por ter socorrido com dinheiro
público bancos privados afetados pelo fim da inflação. Através da
Medida Provisória 443, o presidente Lula, que vinha ironizando os
efeitos da crise internacional no Brasil, acabou adotando o seguinte
pacote: 01. Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal poderão, a partir
de agora, sem licitação, comprar, integralmente ou em parte, bancos,
seguradoras, instituições de previdência privada e empresas de |
capitalização; 02. Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal poderão,
a partir de agora, abrir, livremente, novas subsidiárias sem precisar
de qualquer autorização do Congresso; 03. Caixa Econômica Federal
poderá, a partir de agora, comprar ações de instituições financeiras
ou de empresas, especialmente de construção civil,que estiverem em
dificuldades; 04. Banco Central poderá, a partir de agora, realizar
operações de troca de moedas com bancos centrais de outros países,
entregando reais num determinado valor e recebendo em moeda de outro
país. Com esse pacote, o Governo Lula aproveita a crise internacional
e |
começa, efetivamente, uma onda estatizante como sempre quis o PT.
Embora ainda necessite ser aprovada pelo Congresso a Medida Provisória
443 já permite ao Governo realizar as operações pretendidas. Mas ministro
da Fazenda, Guido Mantega, garante que não há bancos quebrando no
País. De qualquer forma, o Banco do Brasil já comprou R$ 3 bilhões
em carteiras de crédito de bancos menores, já emprestou, nas duas
últimas semanas, mais de R$ 600 milhões a bancos que estão com problemas,
e poderá, nos próximos dias, comprar cinco financeiras que atuam na
área de crédito consignado. Se há tanta fumaça, é porque há fogo. |
Mantega:
bancos brasileiros estão sólidos
Mantega:
Não tem banco brasileiro quebrando
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