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HOME   Brasília - DF 26/10/2008

Proer de Lula contra a crise é maior do que Proer de FHC

Pelo Proer de
Lula, agora,
Banco do
Brasil e Caixa Econômica
podem
comprar
bancos e
financeiras
que enfrentem
dificuldades


Mantega: Ação do Governo é mais preventiva


Mantega: É mais uma alternativa contra a crise
Quem diria, hein? O Governo Lula e do PT anunciou, nessa semana, o seu pacotão contra o colapso financeiro global, um Proer muito mais forte e abrangente e menos transparente do que o Proer do Governo FHC, em 1995, tão criticado pelo PT por ter socorrido com dinheiro público bancos privados afetados pelo fim da inflação. Através da Medida Provisória 443, o presidente Lula, que vinha ironizando os efeitos da crise internacional no Brasil, acabou adotando o seguinte pacote: 01. Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal poderão, a partir de agora, sem licitação, comprar, integralmente ou em parte, bancos, seguradoras, instituições de previdência privada e empresas de capitalização; 02. Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal poderão, a partir de agora, abrir, livremente, novas subsidiárias sem precisar de qualquer autorização do Congresso; 03. Caixa Econômica Federal poderá, a partir de agora, comprar ações de instituições financeiras ou de empresas, especialmente de construção civil,que estiverem em dificuldades; 04. Banco Central poderá, a partir de agora, realizar operações de troca de moedas com bancos centrais de outros países, entregando reais num determinado valor e recebendo em moeda de outro país. Com esse pacote, o Governo Lula aproveita a crise internacional e começa, efetivamente, uma onda estatizante como sempre quis o PT. Embora ainda necessite ser aprovada pelo Congresso a Medida Provisória 443 já permite ao Governo realizar as operações pretendidas. Mas ministro da Fazenda, Guido Mantega, garante que não há bancos quebrando no País. De qualquer forma, o Banco do Brasil já comprou R$ 3 bilhões em carteiras de crédito de bancos menores, já emprestou, nas duas últimas semanas, mais de R$ 600 milhões a bancos que estão com problemas, e poderá, nos próximos dias, comprar cinco financeiras que atuam na área de crédito consignado. Se há tanta fumaça, é porque há fogo.

Mantega: bancos brasileiros estão sólidos
Mantega: Não tem banco brasileiro quebrando


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