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Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 26/10/2008

EM MEMÓRIA DE ALLENDE
a sexta-feira passada( 24), foram completados 38 anos da eleição de Salvador Allende como presidente do Chile. Internacionalmente, a chegada de Allende e dos grupos que o apoiavam ao poder é visto como um episódio significativo da história política moderna. Afinal, o governo de quase três anos da coalizão conhecida como Unidade Popular, sob o comando de Allende, interrompido pelo golpe de Estado de setembro de 1973, é classificado por muitos como a única tentativa concreta de transição para o socialismo por dentro dos canais democráticos e institucionais. A famosa “via chilena”, espécie de alternativa aos modelos burocrático soviético e guerrilheiro cubano. O fato também marcou de maneira especial a história política brasileira, principalmente devido ao acolhimento do governo de Allende aos brasileiros que, por uma razão ou outra, não eram mais bem-vindos no Brasil pós-AI-5. Não à toa, na terça-feira, outra data, a do aniversário de nascimento do ex-presidente chileno, foi objeto de cerimônia de homenagens na Câmara Federal. A iniciativa partiu, dentre outros parlamentares, dos tucanos. Figuras proeminentes do PSDB viveram de perto, como atores políticos ou acadêmicos, ou ambos, aquela experiência chilena. Para citar só alguns: o ex-presidente Fernando Henrique, o governador de São Paulo, José Serra, e o ex-ministro da Educação e




deputado federal, Paulo Renato, um dos autores da iniciativa de realizar a cerimônia na Câmara. FHC, em especial, têm boas relações ainda hoje com líderes do Partido Socialista do Chile, da atual presidente Michelle Bachelet. Na cerimônia, o discurso tucano ressaltou como a experiência do governo da Unidade Popular foi importante

para moldar a história política chilena e como seu legado contribuiu para que o vizinho atingisse o suposto patamar atual de desenvolvimento. O eventual charme dessa relação próxima entre o PSDB e aquele Chile que se vincula à memória de Allende, contudo, se perde diante da forma pela qual cada país traçou seus rumos desde a morte do presidente chileno e o papel que tucanos, por aqui, e herdeiros da Unidade Popular, por lá, exerceram nesse processo. O bombardeio do Palácio La Moneda pelas tropas de Augusto Pinochet marcou o início do que seria um dos primeiros laboratórios mundiais para a prática da ascendente doutrina neoliberal, que só qganharia força e aplicação prática mais sistematizada, no Brasil, justamente no governo de FHC, anos depois. No Chile, Bachelet foi ela própria uma torturada da sanguinolenta ditadura. Juntamente com outras forças sociais, levou adiante nos tribunais um dos maiores cercos jurídicos relacionados ao terrorismo de Estado que o mundo já viu. Por aqui, alguns dos herdeiros do braço político da ditadura a protegeram de qualquer prestação de contas mais rigorosa e encontraram portas abertas no governo do PSDB. Ninguém deve negar aos tucanos o resgate de sua memória. Assim como também não pode ser negada a importância de se exigir coerência e legitimidade desse resgate.



CÚPULA - Dirigentes do G-20, composto pelos países ricos e mais o grupo de nações emergentes, incluindo o Brasil, estarão reunidos dia 15 de novembro em Washington. É uma reunião de cúpula para discutir a crise financeira mundial e redesenhar nova estrutura da economia internacional.

Obama na Reta Final
Crise na América Latina
Visual de Sarah
Quase às vésperas da eleição presidencial nos Estados Unidos, o candidato democorata, Barack Obama, mantém vantagem sobre o republicano John McCain: 49,9% a 42,9% na média das pesquisas.

Com o agravamento da crise financeira internacional, o FMI está prevendo agora que os países da América Latina terão um crescimento, em média de 3,2% . Os riscos são mais de queda do que elevação. Segundo o FMI, a principal razão disso é que as economias latino-americanas dependem muito das exportações de produtos agrícolas e a crise está afetando a maioria dos seus compradores, que são os países desenvolvidos.
Desde a surpreendente indicação de Sarah Palin para vice do candidato republicano à Casa Branca, Jonh McCain, seu partido já gastou mais de US$ 150 mil com roupas de grife para incrementar visual dela.


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