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| Jornal de opinião da Capital brasileira | |
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LULA E A CRISE NO SENADO
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| A relação entre PT e PMDB, os dois maiores partidos brasileiros na atualidade, nunca foi marcada por contornos políticos saudáveis. Ainda na redemocratização, enquanto os peemede-bistas, após um longo período atuando na oposição tolerada pela ditadura militar, se juntavam a antigos adversários e levavam adiante uma transição negociada e cautelosa, os petistas cobravam a aceleração das mudanças políticas em curso e apresentavam um programa alternativo de transformações econômicas. Na década de 90, as legendas se situaram, na maior parte das oportunidades, em lados opostos do campo político. Enquanto o PT fazia uma oposição combativa e barulhenta | ao governo Fernando Henrique Cardoso, o PMDB andava lado a lado com os tucanos e, em muitos Estados, os dois partidos concentravam as rivalidades eleitorais. No Governo Lula, embora as duas agremiações partidárias tenham se aproximado e, juntas, garantido a governabilidade do Presidente nos últimos anos, a parceria, carente de bases ideológicas e programáticas mais consistentes, como é óbvio apesar de incontáveis declarações de líderes de ambos os partidos defendendo o contrário, só foi possível alimentada por uma farta distribuição de cargos, salários e recursos de emendas parlamentares. Ainda assim, o PMDB não hesitou em, quando lhe foi conveniente, |
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mais lúcidos reconhecem, sem deixar de enaltecer o que entendem ser os avanços sociais e econômicos garantidos pelo Governo Lula, que o PT falhou no que se pressupunha ser uma de suas maiores virtudes, a política partidária. Os laços controversos, contudo, ganharam contornos inéditos a partir da postura do presidente Lula diante das denúncias que afligem o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). É evidente que fazer do Senado escritório de distribuição de benesses e da influência na administração pública uma sala de negócios para a família, duas demonstrações inequívocas do mais rasteiro clientelismo, é diferente de assassinar | uma pessoa, como constatou brilhantemente Lula essa semana. Ninguém sério, tampouco, pede a “pena de morte” para Sarney. Apenas sua responsabilização política e, eventualmente, legal, pelos desvios cometidos. Uma responsabilização que, aparentemente, Lula menospreza, a despeito do fato de que não muito tempo atrás alguns de seus auxiliares mais próximos passaram por ela, muitas das vezes num processo controlado pelo próprio presidente. Hoje, no entanto, vemos Lula adotar um novo método. A ausência de responsabilização, todavia, não é mais uma marca da relação conturbada entre PT e PMDB. É, antes, um produto nocivo dela para a democracia brasileira. |
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RACISMO- Professor da Universidade de Harvard, Henry Gates foi preso, nessa semana, em Cambridge. Massachusetts, quando tentava abrir a porta emperrada de sua casa ao chegar de uma viagem à China. A Polícia pensou que era um negro querendo roubar galinhas. |
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Obama
em Queda
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Crise
em Honduras
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Lugo
Escandaloso
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| Popularidade do presidente Barack Obama está em torno de 50%, índice ainda alto, segundo o Gallup, porém o mais baixo em seis meses de Governo, desde janeiro quando era de 70%. |
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Manifestações
populares em Honduras a favor do governo interino de Roberto Micheletti
são muito maiores e mais intensas do que as que pretendem de volta o presidente
deposto Manuel Zelaya. Embora exista uma mobilização internacional pela
volta de Zelaya, adesão do povo de Honduras é maior para Mcheletti. Provavelmente,
reflexo da vontade das principais instituições do país contra Zelaya porque
queria se eternizar no poder, como Chávez na Venezuela.
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Abalado por causa de escapadas sexuais, agora o presidente paraguaio, Fernando Lugo, tem sua irmã, Mercedes, no papel de primeira-dama, acusada de concessão de vistos ilegais. |
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