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discurso, de improviso, para 900 empresários de Brasília reunidos
na cerimônia de entrega do Mérito Industrial da Fibra, no auditório
da CNI, nessa semana, o governador Roberto Arruda surpreendeu
com um balanço do seu primeiro ano de Governo, destacando: “Como
é final de ano, permitam-me aproveitar esta oportundiade, diante
desse seleto auditório, para fazer uma pequena prestação de
contas. Foi um ano muito difícil, mas estamos terminando felizes.
Recebemos o Governo com dívida de R$ 750 milhões. Tivemos que
adotar medias difíceis e duras. Reduzimos as Secretarias do
GDF de 36 para 16, devolvemos 600 veículos alugados, entregamos
148 prédios alugados e exoneramos 20 mil servidores. Cortamos
tudo que era possível cortar e, com isso, no primeiro semestre
deste ano, de primeiro de janeiro a primeiro de junho, comparado
com o primeiro semestre do ano passado, dados |
contábeis,
economizamos na rubrica custeio, R$ 513 milhões” “Vamos encerrar
este ano, se Deus quiser, tendo pago todas as dívidas anteriores
ao nosso mandato. Dívidas que foram auditadas, tiveram negociação,
tiveram parcelamento, mas todas serão pagas. Recomeçamos todas
as obras que estavam paralisadas, podemos começar obras novas
e, muito importante, entramos outra vez no limite da Lei de
Responsabilidade Fiscal. Por isso, tivemos a aprovação do Ministério
da Fazenda e recebemos o aval para voltar a contratar empréstimos
internacionais, coisa que não fazíamos há dois anos e meio”.
“Essa volta representa que, para o próximo ano, teremos, provavelmente,
o início da aplicação dos US$ 270 milhões do BID para o sistema
integrado de transportes, de US$ 180 milhões do Pró-Moradia
em infra-estrutura, de US$ 100 milhões em controle de águas
pluviais e, novidade de hoje, financiamento de 100 milhões de
euros do |
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Governo francês para o sistema de Veículo Leve sobre Trilho,
que vai ligar o Aeroporto ao Setor Hoteleiro pela W-3”
“Como este ano gastamos R$ 500 milhões e estamos investindo
mais de R$ 500 milhões, e como no ano que vem já não teremos
mais dívidas e as economias feitas são continuadas, teremos
de recursos próprios aproximadamente R$ 1 bilhão para
investimentos”. “Os cortes que fizemos este ano foram,
de certa forma, suavizados, na renda média de nossa população
e no número de empregos ofertados, pelo esforço que os
senhores empresários fizeram. Pontualmente, no dia 1º
de maio, quando assinamos sete mil carteiras, num esforço
pessoal e muito bem coordenador pelo vice-governador e
secretário de Desenvolvimento Econômico, Paulo Octávio.
Mas, também, continuamente, tivemos meses, a partir de
abril, de crescimento de índices de emprego”. |
“Isso me permite dizer que começamos em Brasília, verdadeiramente,
a transição de uma cidade, que projetada para ter 500
mil habitantes, poderia ser uma cidade basicamente de
empregos no serviço público e no setor terciário, para
uma cidade que tem um setor produtivo forte e que emprega,
cada vez mais, no setor privado. Essa transição é fundamental
para uma cidade que tem 2,4 milhões de habitantes. “Fomos
obrigados a colocar a cidade no caminho da legalidade,
no que diz respeito ao uso de áreas públicas. Creiam,
temos hoje em Brasília 100 mil casas construídas, sem
escritura do lote, sem alvará de construção e sem habite-se.
Significa dizer que 500 mil pessoas vivem à margem da
legislação local. Por isso, estamos fazendo um esforço
muito grande para evitar ocupações desordenadas e jogamos
duro no combate às invasões,
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fizemos implosões de esqueletos de prédios construídos
irregularmente, destruímos ocupações que teimavam em acontecer
e combatemos essas ilegalidades não apenas em ocupação
do solo, mas em outros setores, como na informalidade
dos transportes com as vans, no trabalho informal e predatório
de setores dos ambulantes”. “Claro que isso é quase um
decálogo da impopularidade. Mas, qual era a alternativa.
A alternativa era a continuação de um estado de coisas
que a gente sabe que não dá. Para manter o projeto original
de cidade-capital é que tomamos essas providências. Concluímos
o ano com o sentimento do dever cumprido e, mais do que
isso, penso que bem preparados em termos de recursos em
caixa, em termos de empréstimos internacionais conectados,
para que nos próximos dois, três anos, tenhamos um volume
de investimentos à altura da perspectiva de nossa população”. |
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