Lula da Silva


Governo Lula está de cofres abarrotados, com R$ 500 bilhões anuais de impostos arrecadados e excedente de R$ 36 bilhões, equivalente ao acumulado total previsto de CPMF para este ano.
MANTER CPMF É ABUSO E GANÂNCIA
Quem garante é a Receita Federal do Brasil: cofres do Governo Lula estão abarrotados de quase meio trilhão de reais, precisamente R$ 484,74 bilhões, em impostos arrecadados este ano, até outubro. Projeção inicial de arrecadação em 2007 já foi ultrapassada em R$ 35,7 bilhões. Ou seja: o presidente Lula(foto) não precisa mais da famigerada CPMF rejeitada por 95% dos brasileiros. Faltando ainda dois meses para recolhimento de impostos, o que o Governo tem de sobra arrecadado é equivalente ao que está projetado para a CMPF deste ano: R$ 36 bilhões. Portanto, pressão de Lula para manter CPMF só tem uma explicação: ou é arrogância ou é ganância.

De acordo com a Receita Federal, dos 484,74 bilhões que encheram os cofres do Governo Lula este ano, R$ 30 bilhões são da CPMF. Ou seja, o excedente da arrecadação total em relação ao previsto inicialmente já ultrapassa em quase R$ 6 bilhões a receita do perverso imposto. Esse quadro deve se alterar ainda mais até o final de dezembro próximo, tornando a CPMFcompro- vadamente dispensável, porque o aumento real da arrecadação está em 10,17% em relação ao ano passado. Somente no último mês de outubro, num único mês, o Governo arrecadou R$ 54,8 bilhões, alta de 12% em comparação com outubro de 2006. Como essa performan-ce deverá se repetir em novembro e dezembro, geralmente meses recordistas em arrecadação, o total de tributos deste ano poderá chegar perto dos R$ 600 bilhões. Como diria o presidente Lula, nunca antes na história deste País, um Governo teve tanto dinheiro fácil, tomado do povo, à sua disposição. Mesmo diante desta realidade, o presidente Lula tem demonstrando, cada vez mais, altíssima insaciabilidade quanto à cobrança de impostos ao ponto de assumir a irracio-nalidade da prorrogação da CMPF até 2011. Em três pronunciamentos, nessa semana, tornou mais veementes seus ataques aos senadores da oposição, que lutam pela extinção legal do maldito imposto em 31 de dezembro próximo. E manteve a sua linha de ameaças catrastróficas: “Se não aprovarem a CPMF, não vão criar problema para o Governo, vão criar problema para a sociedade brasileira”. Depois de lembrar que com o dinheiro da CPMF o Governo proporcionou, em 2006, 11 milhões de internações, 268 milhões de consultas especializadas, 348 milhões de exames laboratoriais, 9,3 milhões de hemodiálises, 134 milhões de procedimentos ambulatoriais e 2,2 milhões de partos, Lula, espertamente, antecipa possível situação dramática: “Quero saber quem vai explicar para os prefeitos do Brasil, para os governadores do Brasil e para os pacientes do SUS não hora que não tiver dinheiro para fazer essa quantidade de atendimentos”. Como Lula parece viver em outro país, alguém precisa lhe dizer que o povo não fará, de forma alguma, esse tipo de questionamento, menos ainda os pacientes do SUS. E a razão é simples: nunca na história da República os brasileiros foram tão desrespeitados, massacrados, ofendidos, desprezados, abandonados e humilhados no sistema público de saúde, que é um verdadeiro caos. Sabem que, com ou sem CPMF, a situação não pode piorar porque chegou ao limite do descalabro administrativo, apresentando um cenário trágico. De cofres cheios, com quase R$ 600 bilhões anuais arrecadados e um excedente que é superior ao valor anual da CPMF, Lula, se realmente quisesse aliviar os brasileiros do peso da maior carga tributária do mundo, deveria ser o primeiro a defender o fim desse injusto imposto, criado para durar três anos e que já tem 11 anos sacrificando o povo. Mas o Governo Lula não quer reduzir despesas, única coisa que cresce em ritmo chinês. Somente este ano gastos da Presidência com cartões de crédito já chegam aos R$ 70 milhões. E haja CPMF para a farra petista!
Receita dos impostos federais poderá atingir R$ 600 bilhões este ano, deixando o Governo Lula sem necessidade da CPMF mas com obrigação de reduzir sua escandalosa gastança.

Tão Gomes Musa Antônio Caraballo Magno Martins JB Serra e Gurgel Guillermo Piernes Renato Riella
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