|
|
| FATORAMA | |
| Jornal das Vozes Livres de Brasília | |
| HOME Brasília - DF 25/11/2007 |
|
PRIMEIRO
ROUND
|
| de imigrantes árabes pobres. No final do governo de Jacques Chirac, mais uma vez uma seqüência de manifestações gigantescas por parte dos estudantes derrubou o projeto do governo que precarizava ainda mais as relações de trabalho. Agora, é a vez dos servidores públicos. O país está parado. Calcula-se que por volta de 80% do transporte francês esteja interrompido. Os sindicatos estão na rua, e o presidente Nicolas Sarkozy, bom de briga, mede forças ao reafirmar diariamente que não desistirá da idéia de aumentar o tempo de contribuição necessário para aposentadoria de alguns grupos de funcionários públicos. |
|
em breve, fazer mais ou menos a mesma coisa que agora tenta fazer Sarkozy. A Central Única dos Trabalhadores e a Força Sindical, integrantes do fórum, calaram-se. Dóceis, afinal, indiretamente integram o governo também. É interessante notar que, em todo o mundo, a falência e o descrédito das instituições representativas desencadeou dois processos simultâneos. A recusa da política, como um todo, e o fortalecimento de alternativas autoritárias. Na França, o segundo processo até que se fez aparecer, tendo em vista que uma figura como Le Pen foi capaz de chegar ao segundo turno em |
outras eleições e de influenciar decisivamente o debate nas últimas. Mas
dar as costas para a luta política, isso os franceses parecem não fazer,
ao menos não da maneira como outros países fazem. De forma mais intensa
ainda, a participação política não está contida numa cabine de votação.
Está viva, ganhando as ruas de Paris e outras belas cidades francesas. Fiquemos
de olho nesse primeiro round entre Sarkozy e os sindicatos. A França tem
história e sempre ensinou ao mundo. Novamente, talvez aprendamos algo. *Estudante de Ciência Política na UnB e de Jornalismo no UniCeub. |