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FATORAMA
Jornal das Vozes Livres de Brasília
HOME   Brasília - DF 25/11/2007

EPOIS DE SOFRER VENDO O JUDICIÁRIO REGULAR O INSTITUTO DA FIDELIDADE PARTIDÁRIA E O DIREITO DE GREVE NO SETOR PÚBLICO, EIS QUE O CONGRESSO ESTÁ PRESTES A SER ATROPELADO PELO EXECUTIVO EM UM CAMPO TIDO COMO PRIVATIVO: O GOVERNO VAI ENVIAR UMA PROPOSTA DE REFORMA POLÍTICA. MUITOS POLÍTICOS LAMENTAM A OMISSÃO DO LEGISLATIVO E RECONHECEM: PODER NÃO ADMITE VÁCUO.

O problema da insegurança pública resiste a todas as tentativas de solução por parte dos Governos estaduais e federal. A violência continua e nem prisão de segurança máxima parece impedir a comunicação de presos com o exterior.

Energia vai limitar PIB

Se não fossem dificuldades como a falta de reformas econômicas e investimentos vitais, a expansão acelerada do PIB brasileiro tem outro complicador à frente: falta de energia. Muitos analistas já prevêem carência de energia para sustentar taxas anuais da ordem de 5%. Isso porque os investimentos em hidrelétricas estão atrasados e o gás natural ficará escasso ainda por bom tempo.

GAZETILHA

Toda a discussão sobre a renovação do imposto do cheque está oferecendo ótima oportunidade para que se conheça melhor o DNA do político brasileiro. O que aparece não é bonito.

Já o governo federal também contribui com o mau exemplo. E não aplica na saúde tudo o que o espírito que criou essa contribuição provisória sonhou. O setor está em falência.

Como é próprio do teatro da atividade política, o divórcio entre o que se diz e o que se faz é enorme. Muitos governadores e prefeitos não aplicam em saúde o que determina a lei.
No meio disso, sofrem os usuários do sistema e os profissionais que nele trabalham. A contribuição provisória já ganha ares de permanente e as causas da crise ficam mascaradas.
Levantamento do Ministério da Saúde sobre a destinação das verbas da CPMF mostra quanto perderiam os Estados com sua eliminação. Mas não diz que muito desse dinheiro é desviado. O resultado de realidade tão triste vai além do sofrimento do cidadão que depende da saúde pública e alcança um estado de espírito de descrença nos homens que governam o País.
Explosão de consumo não tem bases sólidas
O Governo e as pessoas já estão comemorando os resultados de 2007. A taxa de desemprego recuou para menos de 9% em outubro. O consumo experimenta bom incremento. A renda melhorou para muitos, ainda que de forma modesta, especialmente na base da pirâmide social. O problema é que essa onda de relativa prosperidade não tem bases sólidas. Está sendo inflada à custa de muito crédito. Já tem carro sendo financiado em 99 prestações. Tem fragilidade nessa bolha.
EXCLUSIVO
A oposição está fazendo contas e pode mudar sua tática de obstrução no Senado, na luta contra a CPMF. A partir desta semana a ordem poderá ser acelerar a votação, ao invés de atrasá-la. Isso por conta de juízos que sugerem real capacidade para derrubar a emenda no plenário da Casa. A saída do PTB do bloco do Governo reforçou essa possibilidade.


Tão Gomes Musa Charlotte Magno Martins JB Serra e Gurgel Guillermo Piernes Renato Riella
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