Roberto Arruda


Durante seu segundo encontro com o presidente Lula, após a posse em janeiro, o governador Roberto Arruda pediu a inclusão de R$ 1 bilhão no PAC para investimentos no DF e Entorno.
R$ 1 BILHÃO NO PAC PARA BRASÍLIA
Do total de R$ 504 bilhões investimentos previstos pelo Governo Federal no Plano de Aceleração do Crescimento(PAC) nos próximos quatro anos, em todo o País, apenas R$ 24 bilhões destinam-se ao Centro-Oeste. Mas, o governador do Distrito Federal, Roberto Arruda-PD(foto), defende que esse valor chegue, pelo menos, aos R$ 30 bilhões. Por isso, ao ser recebido esta semana, no Palácio do Planalto, pediu ao presidente Lula da Silva(PT) a inclusão no PAC de R$ 1 bilhão para investimentos em projetos prioritários do DF. “Estou afinado com o Presidente e esperançoso de que serei atendido”, resumiu Arruda após seu encontro de uma hora com Lula.

Convidado pelo Planalto para esse segundo encontro, após a posse em janeiro passado, Arruda antecipou ao Presidente os 14 pedidos comuns relacionados ao PAC que estão sendo feitos pelos governadores estaduais e que serão reafirmados na reunião com Lula, em Brasília, marcada para dia 6 de março próximo. Entre as principais reivindicações estão a divisão com os Estados do bolo arrecadado pelo Governo Federal relativo à CPMF, que atinge hoje R$ 32 bilhões. Embora já tenha rejeitado essa proposta, os governadores insistem em que 30% dos recursos da CPMF, cerca de R$ 9,6 bilhões, sejam repassados para os Estados(20%) e Municípios(10%). Outro pedido importante dos governadores é a suspensão temporária dos pagamentos das dívidas estaduais com o Governo Federal, cujos repasses anuais chegam aos R$ 20 bilhões. Somente nesses dois pontos, a repartição da CPMF e a redução de repasses das dívidas ao Tesouro nacional, o pacote dos governadores para apoiar a aprovação do PAC soma R$ 30 bilhões. Quanto ao DF, o governador Arruda apresentou ao presidente Lula um pacote para inclusão no PAC com três importantes reivindicações somando R$ 1 bilhão de investimentos federais: R$ 600 milhões para construção do anel rodoviário de Brasília, que desafogará o fluxo de caminhões e cargas pesadas nas vias periféricas ao centro da capital; R$ 200 milhões para conclusão das estações do metrô na Asa Sul e Ceilândia e para suas extensões ao Gama e Santa Maria; e R$ 200 milhões para ampliar a segurança pública no DF e região do Entorno. De acordo com justificativa de Arruda ao Presidente, o anel rodoviário prevê a duplicação de 80% de estradas federais no DF ligando as BRs 020, 060, 070 e 080 à BR-040, o que proporcionará o desvio do tráfego pesado de caminhões da Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA). Em relação ao metrô, o desejo do governador é concluir as estações da Asa Sul e o trecho final de Ceilândia até o final deste ano. Sobre os investimentos em segurança, Arruda justificou a necessidade e a urgência apresentando ao Presidente um relato da expansão da violência no DF e Entorno com índices mais negativos do que os registrados no Rio de Janeiro. “Precisamos cuidar disso agora, com muito vigor, enquanto não se transforma num problema insolúvel”, alertou Arruda. Especificamente sobre a questão da segurança pública, que é uma preocupação cada vez maior dos 2,3 milhões de habitantes do DF, o governador tratou com Lula sobre a possibilidade de intervenção da Força de Segurança Nacional para reduzir os índices de criminalidade. Seu temor é o de que “se não houver um esforço conjunto entre os Estados(DF, Goiás e Minas Gerais) e o Governo Federal, Brasília pode se inviabilizar como capital do País em função do crescimento da violência”. Mas essa proposta, para ser concretizada, precisa ser melhor avaliada pelo Ministério da Justiça conforme lembrou o próprio presidente Lula. Por isso, Arruda já se antecipou pedindo a inclusão de recursos no PAC para investimentos em segurança pública no DF. “Estou confiante porque, além de pedir, apresentei projetos e o Presidente demonstrou interesse em nos ajudar”, concluiu Arruda.
Confiante em que será atendido pelo Governo Federal, Arruda ressaltou que, além de ter feito pedidos, apresentou projetos que despertaram o interesse do presidente Lula em ajudar o DF.

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