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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 25/01/2009

Com impostos e juros tão altos Brasil não pode superar crise

Brasil
permanece
no topo do
ranking
mundial de
taxas de juros
mais elevadas
impedindo
reativação da
economia
nesse tempo
de crise global


Queda de produção na indústria eleva desemprego


Paulo Skaf propõe redução de jornada e salários
Depois do susto das demissões de 600 mil trabalhadores brasileiros somente no último mês de dezembro e da previsão da Fundação Getúlio Vargas, com base em pesquisa, de que um terço de 1086 grandes empresas brasileiras pretende demitir neste primeiro trimestre do ano, o Governo Lula deixou o discurso da “marolinha” de lado e agora está meio perdido. Preocupado, o presidente Lula anda conversando com empresários para sentir a profundidade da crise e o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, está ameaçando empresas que fizeram demissões. Dirigentes das 17 maiores empresas do Brasil reunidos, nessa semana, em São Paulo, chegaram a essa conclusão: o caminho para evitar maior número de demissões na indústria, no comércio e no setor financeiro é o da redução da jornada de trabalho e dos salários. “Quem é contra a redução de salário e da jornada de trabalho num momento atípico desses está a favor do desemprego”, avisa o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que presidiu a reunião dos empresários que empregam mais de 250 mil trabalhadores. Estão todos estão apreensivos e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, já aceita a idéia para impedir mais demissões. Do lado do Governo, o ministro Carlos Lupi está acusando as indústrias de estarem ampliando as demissões, somente como esperteza, para conseguirem mais socorro oficial e aumentarem os lucros, depois de terem recebido dinheiro público como ajuda de salvação no mercado. “Salvação é uma palavra inapropriada – reage o presidente da Fiesp. Não é justo que o Governo se refira às empresas de forma desrespeitosa, falando que elas se beneficiaram de recursos públicos”. Na verdade, o próprio Governo sabe que o Brasil tem uma economia capitalista e que não pode obrigar as empresas nem a contratar nem a manter empregados. Mas isso não impede o discurso demagógico do ministro Carlos Lupi que quer ficar bem na foto com os trabalhadores. Mas isso pode acabar determinando o fechamento de muitas empresas e uma onda de desemprego devastadora no País.

Carlos Lupi faz demagogia com desemprego
Paulo Pereira da Silva aceita redução de jornada


Expediente Musa Antônio Caraballo Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
Jota Alcides Charlotte Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva