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presidente negro dos Estados Unidos, Barack Obama, inspira-se em valores
e ideais antigos dos americanos para recuperar o prestígio do país destruído
pelo tenebroso Governo Bush. |
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NOVO SÍMBOLO E ORGULHO DOS EUA |
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Abraham
Lincoln... Franklin Roosevelt... Dwight Eisenhower... John
Kennedy... São esses ex-presidentes e líderes inesquecíveis
da história dos Estados Unidos que inspiram o novo presidente
Barack Obama(foto), empossado, nessa semana, em Washington,
diante de mais de 2 milhões de norte-americanos presentes
e outros milhões em todo o mundo, pela televisão e pela Internet,
esperançosos e emocionados. Obama já conquistou o mundo, não
porque é o primeiro presidente norte-americano negro, mas
porque é preparado, intelectualmente, tem carisma e traz consigo
a força dos ideais e valores que fizeram os EUA a maior potência
do mundo.
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Que ideais e valores são esses? Verdades antigas: “Trabalho
duro e honestidade, coragem e fairplay, tolerância e curiosidade,
lealdade e patriotismo”, destacou em seu forte discurso de posse,
ao anunciar uma “nova era de responsabilidade” que exige dos
americanos “deveres para com nós mesmos, com a nação e com o
mundo”. Foi com essas verdades que Lincoln, Roosevelt, Eisenhower
e Kennedy, que deixaram legados de paz e prosperidade, colocaram
os Estados Unidos na posição de liderança mundial. É com esses
valores e ideais que Barack Obama pretende, apoiado por todos
os norte-americanos, recuperar o enorme prejuízo causado pelo
terrível Governo Bush aos EUA e ao mundo com seu legado tenebroso:
nada de paz, somente guerras; nada de prosperidade, profunda
crise financeira. |
Felizmente, o presidente Obama é inteligente, culto, capacitado,
sensível e realista. Seu perfil de intelectual, formado doutor
em Havard, torna-o diferente dos políticos tradicionais, produtos
de marquetei-ros nos Estados Unidos e no mundo. Por isso, depois
de diagnosticar que a atual crise financeira que devasta os
EUA e o planeta é resultado de “uma falha coletiva nossa em
fazer escolhas difíceis” convocou a todos pára a reconstrução
do país: “Os desafios que nós enfrentamos são reais. São sérios,
e muitos. E não serão resolvidos facilmente ou num curto espaço
de tempo. Mas, saibam disso Estados Unidos: esses desafios serão
resolvidos porque nós nos unimos e escolhemos a esperança em
vez do medo, a unidade de propósito em vez do conflito e da
discórdia”. Com sua oratória inspirada no pragmatis- |
mo de John Kennedy e na veemência de Luther King, Obama define
sua posse como presidente negro dos EUA fazendo referência à
questão racial, sem apelar para a comiseração nem para a demagogia,
como costuma fazer o presidente brasilleiro, Lula da Silva,
por sua condição de operário, mas com a elegância de um político
reflexivo valorizando a liberdade do povo americano: “Este é
o significado de nossa liberdade e de nossa crença – porque
homens, mulheres e crianças de todas as raças e todas as fés
podem se unir numa celebração ao longo desta magnífica esplanada
e porque um homem cujo pai menos de 60 anos atrás não podia
ser servido num restaurante local pode agora estar diante de
vocês para fazer o mais sagrado juramento”. Para os mais de
dois milhões de norte-americanos que viram e ouviram, ao vivo,
o dis- |
curso de posse de Obama, o que aconteceu em Washington, nessa
semana, não foi apenas uma transferência de Governo, foi uma
mudança de rumo na história dos EUA, foi a chegada de um novo
tempo, diferente no estilo e no conteúdo: “Os Estados unidos
devem desempenhar seu papel de liderança numa nova era de paz.
Às pessoas das nações pobres prometemos trabalhar ao seu lado
para fazer suas fazendas florescerem, permitir que águas limpas
corram, nutrir corpos e alimentar mentes famintas”, disse Obama
sob aplausos vibrantes. Entre os numerosos cartazes populares
no meio da multidão em festa, um resumia o sentimento dos americanos:
“Uma nação num clima bom”. Finalmente, eles têm um novo Presidente
que lhes enche de orgulho e patriotismo, além de ser a grande
esperança para o mundo todo. |
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Convocação
de Obama aos americanos é para que todos ajudem o Governo a enfrentar os
desafios e os problemas criados pela crise, pois todos têm deveres consigo
mesmos, com a nação e com o mundo. |