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| FATORAMA | |
| Jornal de opinião da Capital brasileira | |
| HOME Brasília - DF 25/01/2009 |
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ESPERANÇAS DESESPERADAS
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| “Hope”. O termo foi tão amplamente utilizado pelo agora presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante a campanha que o levou à Casa Branca, que é possível só tenha perdido, em quantidade de vezes mencionado, para o irmão “change”. Ao menos para os brasileiros, a utilização maciça da palavra “esperança” em discursos político-eleitorais não se configura uma novidade. Afinal, em 2002, rezou o PT, a “esperança venceu o medo”. Guardadas as devidas proporções, tanto a primeira eleição de Lula quanto a de Obama representaram, de fato, uma aspiração popular pela superação de um cicloque havia se esgotado sem deixar | muita saudade para amplas parcelas da população. A esperança que contagiou milhares em torno da eleição de Obama, contudo, ganha contornos dramaticamente desesperados. A despeito dos vários indícios dados por Lula e o PT de que muitas das esperanças em torno de seu projeto jamais viriam a se concretizar, e para citar apenas algumas destas evidências é possível mencionar a famosa “Carta aos brasileiros”, o afrouxamento da política de alianças, as precoces denúncias de corrupção de prefeituras petistas no interior paulista e a própria forma e conteúdo da intervenção petista na campanha eleitoral, os elementos fornecidos por |
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capítulo da história norte-americana, o histórico de votação no Senado alinhado a muitas das atrocidades perpetradas por George W. Bush, o programa concreto de sua campanha, a velocidade e eficiência com que atendeu Wall Street e seus gritos por socorro e, mais recentemente, a formação de um gabinete de governo carimbado por figuras tradicionais da velha política, incluindo republicanos de renome. Poderosas evidências que prometem um governo muito mais convencional do que arrojado. Obama faz questão, inteligentemente, de amenizar as expectativas em torno de seu governo em referências solenes aos desafios gigantescos | enfrentados pelos Estados Unidos. A saber, em sua visão: a crise econômica, a degradação do meio ambiente e o terrorismo. No entanto, sobre a crise mais aguda que até dias atrás assustava o planeta, o conflito entre Israel e palestinos, o novo Presidente se calou. Durante o momento mais delicado dos combates e em seu discurso inaugural. O ágil diálogo estabelecido com líderes de países árabes alinhados aos Estados Unidos e com o decadente e pouco representativo Abbas no dia seguinte dificilmente qualifica-se como uma política externa mais sensível à pluralidade. Quaisquer esperanças neste sentido devem se perder em breve. |
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FIDEL - Presidente argentina, Cristina Kirchner, após visita oficial, nessa semana, a Cuba, onde se encontrou com ex-presidente e ditador Fidel Castro, disse que ele está bem, lhe contou ter acompanhado a posse de Barack Obama e até elogiou o novo presidente dos Estados Unidos. |
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Comando
Obama
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Mais
Demissões
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Bombas
em Gaza
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| Fechamento da prisão de Guatánamo, primeira decisão do presidente Barack Obama, causa impacto positvo nos meios políticos, jurídicos e de defesa dos direitos humanos nos EUA e em todo o mundo. |
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Crise
mundial se aprofunda com demissões em massa por todo o mundo, principalmente
nos Estados Unidos e na Europa. Mais de 350 mil trabalhadores já foram
demitidos na Europa , somente em grandes empresas fora do setor financeiro.
Governo alemão divulgou, nessa semana, que a economia do país vai ter
uma retração de 2,25% neste 2009, a maior desde que foi fundada a República
Federal da Alemanha há 60 anos. Demissões crescem na Ásia e na África.
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Agência Internacional de Energia Atômica vai investigar denúncia de que Exército de Israel usou bombas com urânio empobrecido contra palestinos na Faixa de Gaza, proibidas por lei internacional. |
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