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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 25/01/2009

AS OS RESULTADOS DAS ELEIÇÕES NO SENADO E NA CÂMARA, QUAISQUER QUE SEJAM, TERÃO IMPACTO DIRETO NO JOGO ELEITORAL DE 2010. SE O PMDB GANHAR, SERÁ O PARTIDO A DAR O VICE, TANTO NA CHAPA DO PT QUANTO NA DOS TUCANOS. SE PERDER, VAI SER RUIM PARA O PMDB E PARA O GOVERNO. SERÁ UM GRANDE E TREMENDO POÇO DE MÁGOA DE DIFÍCIL ADMINISTRAÇÃO.

Mal o ano começou e já temos seu fato possivelmente mais marcante: a posse de Barack Obama na presidência dos EUA. De há muito não se via, no mundo, tamanha esperança de novos e melhores tempos, apesar da crise.

Dinheiro caro, além da espuma

Por dever de ofício, o Governo acionou seu discurso ufanista para saudar a redução feita pelo BC na taxa básica de juros. Foi relevante, sem dúvida. Mas não terá, em si, capacidade para reverter a visível queda nas atividades produtivas do País. Para uma Selic anual de 12,75%, muitas linhas de crédito no sistema financeiro ainda cobram taxas de 5 a 9% ao mês. Dinheiro caro assim, não dá. Ninguém quer, poucos podem.

GAZETILHA

O impacto real e o simbolismo presente na posse do primeiro negro como presidente dos EUA impõe uma reflexão de interesse planetário. O mundo dedicou-se a isso, nessa semana.

No plano das políticas sociais e de direitos humanos, as cobranças não serão menores. Obama começou bem, ordenando o fim de Guantánamo e das prisões secretas da CIA pelo mundo.

Na condição de principal economia mundial, muitos torcem para que os EUA, no governo Obama, mudem radicalmente sua política ambiental, por exemplo, liderando a favor do clima.
A resposta ao terror não pode rebaixar governos éticos e democráticos aos níveis de barbárie presentes em atentados que lançam dúvidas sobre a viabilidade da raça humana evoluir.
O engajamento no esforço para superar a grande crise financeira mundial também deverá ser vital, novamente considerando-se o peso e a força da economia americana. A posse de Obama, finalmente, simboliza o esforço de uma sociedade aberta para recuperar seu vigor criativo e de realização, reconciliando-se e superando séculos de discriminação.
Esforço contra recessão, sem vender ilusão
Basta ter os olhos abertos. O Japão anunciou quedas no PIB para 2009 e 2010. Estados Unidos e Europa confirmam suas recessões. Melhoras só no meio do ano, sendo otimista. Chile e Argentina expõem debilidades econômicas, a exemplo do Brasil. Os outros Brics perdem fôlego. O Governo faz esforço meritório para atenuar a crise, mas alguém deve aconselhar o presidente Lula a não insistir na aposta de 4% de PIB este ano. Ele deve é lutar contra a recessão.

EXCLUSIVO
Com a definição da candidatura do senador José Sarney à presidência do Senado, cresce a articulação de bastidores na Câmara dos Deputados, em torno de possíveis traições nos apoios já acertados para eleger o deputado Michel Temer presidente da Casa. Especulações à parte, o jogo busca criar o fato político de um segundo turno, onde os riscos para Temer seriam maiores.


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