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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 24/08/2008

O SUPREMO VAI FAZENDO O DEVER DE CASA DO LEGISLATIVO, À MEDIDA QUE OS POLÍTICOS PASSAM OS ANOS EM ETERNOS DEBATES E IMPASSES. OCORREU COM A FIDELIDADE PARTIDÁRIA, PROSSEGUIU COM A QUESTÃO DAS ALGEMAS E, AGORA, ALCANÇA O PROBLEMA DO NEPOTISMO. NOS TRÊS PODERES. DEPOIS, ALGUNS SE PERGUNTAM A RAZÃO DO DESGASTE DA CLASSE POLÍTICA.

Quando o ufanismo der lugar a uma análise fria dos resultados, o desempenho do País nas Olimpíadas de Pequim, para onde mandamos nossa maior delegação de atletas, será motivo de crítica e vai exigir ajustes importantes nos rumos do esporte.

Mercados já estão menores

O presidente Lula talvez não tenha percebido, mas a crise econômica mundial vai afetar o País sim. Não há como blindá-lo. EUA, Europa, Japão, China, apenas para falar nas economias que puxam boa parte do comércio internacional, estão reduzindo suas atividades. Alguns, quase parando. Da área financeira, a crise vai alcançando mercados importantes de consumo. Se não há para quem vender, por que comprar? Eis o problema.

GAZETILHA

Nova chacina em comunidade carente do Rio. Uma tragédia que daqui a pouco corre o risco de não ser mais notícia. Em Águas Lindas, perto do DF, ocorreu mais um assassinato.

Em Brasília, o Governo estuda formas e meios de colaborar com a segurança das eleições no Rio, mobilizando a Guarda Nacional e até contingentes das Forças Armadas.

O que liga esses dois eventos, geograficamente tão distantes, é a visível deterioração das condições de segurança de amplos espaços urbanos do território nacional.
De que forma fazer campanha nas favelas? Como subir a morro para contatos com o eleitor, rodeado de soldados? E qual a efetividade de promessas e compromissos nesses locais?
A campanha eleitoral de 2008 expõe a gravidade do problema representado pela ação de narcotraficantes e milícias nas favelas cariocas. O crime de Águas Lindas foi político. O assassinato em Águas Lindas certamente não será o primeiro e nem o último crime político. Mas a proximidade com Brasília sinaliza a clara deterioração que sufoca a cidadania.
Reformas iludem cada vez menos
Houve tempo em que o anúncio de proposta do Governo Lula em torno de reformas importantes, como a tributária ou a política, para não falar na previdenciária ou trabalhista, agitava todo o mundo político e grandes segmentos da sociedade. Hoje isso já não impressiona. O Governo abriu novo debate sobre reforma política. Exatamente como fez com a tese da reforma tributária. Mas sem arregaçar as mangas e mobilizar sua maioria parlamentar para aprová-las. É frustrante.
EXCLUSIVO
Que ninguém se iluda. A forma de exploração do petróleo na camada do pré-sal vai virar uma enorme batalha política e jurídica. De certo, apenas duas constatações: há muito petróleo na área e não será fácil extraí-lo. Para além da tecnologia e capitais necessários, apetite petista pela criação da Petrosal vai dar briga.


Expediente Musa Charlotte Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
Jota Alcides Tribuna Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva