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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 23/11/2008

EDITORIAL Cena da Cidade
MOMENTO de felicidade do governador Roberto Arruda e sua esposa Flávia durante a goleada do Brasil por 6X2 sobre Portugal na reinauguração do Estádio Bezerrão, no Gama, nessa semana, cumprindo preparativos de Brasília para sede de jogos da Copa do Mundo de 2014
Apreensão
Dinheiro para crédito aos consumidores no mercado brasileiro, neste momento de crise financeira internacional, existe. Somente o Governo deu um jeito de liberar R$ 400 bilhões em favor da indústria, do comércio, da agricultura e do consumo. Nunca os bancos brasileiros, dos mais lucrativos do mundo, tiveram tanto dinheiro. Estão de cofres cheios, abarrotados. Mas, a crise trouxe um grave problema: os bancos estão segurando o dinheiro ou cobrando juros escorchantes ou assaltantes, desconfiados de que os consumidores não poderão cumprir seus compromissos de financiamentos ou empréstimos; e os consumidores estão desconfiados, com expectativas deterioradas, agora apreensivos e temendo o desemprego. Este é o grande desafio para o Governo e para o mercado: restabelecer a confiança. Mas não será fácil porque o cenário aponta para desaceleração da economia brasileira em 2009, diante de forte recessão mundial.


OPINIÃO DOS LEITORES

Doutor Obama (1)
Doutor Obama (2)
Embora o presidente Lula queira se identificar com o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, por terem ambos vindo da pobreza, a diferença entre um e outro é gigantesca. Enquanto Obama, doutor e intelectual, destaca sua vitória como avanço da democracia americana e não como sucesso pessoal de um negro que foi pobre, Lula, ao contrário, faz constante auto-endeusamento de sua origem humilde.

Rogério Machado
Brasília - DF
Um ponto crucial destacado por Fatorama e que não vi tocado por nenhum outro jornal: a condição de doutor e intelectual do novo presidente dos Estados Unidos. Mesmo pobre, negro e discriminado, portanto vindo de situação pior do que a dos presidentes Lula, Hugo Chávez e Evo Morales, Obama nunca usou isso como desculpa para não ter estudado. Pelo contrário, estudou muito até o doutorado.

Patrícia Mendes
Brasília - DF
Doutor Obama (3)
Doutor Obama (4)

Que a eleição do presidente Obama, nos Estados Unidos, sirva de exemplo aos negros brasileiros. Obama superou-se pela dedicação aos estudos e pela confiança em sua capacidade intelectual. Venceu sem pedir misericórdia ao Governo, sem Bolsa-Família e sem exigir cotas nas Universidades. Formou-se, doutorou-se e se elegeu presidente dos EUA, por mérito e qualidade, para orgulho dos americanos.

Ulisses Oliveira
Brasília -
DF
Essa é a diferença entre um povo desenvolvido e outro subdesenvolvido: se Obama fosse candidato no Brasil teria sido eleito por ser negro e ter vindo da pobreza, como aconteceu com o presidente Lula, e não por suas qualidades de doutor e intelectual, como mostrou Fatorama. Obama atende ao exigente povo americano: não é um negro qualquer, é um negro doutor de Harvard, com o poder da palavra.

Sílvia Magalhães
Brasília - DF

Expediente Musa Antônio Caraballo Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
Jota Alcides Charlotte Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva