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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 23/11/2008

DIA D PARA O CHAVISMO
s eleições regionais e locais neste dmingo(23), na Venezuela, constituem, sem dúvida, marco fundamental para o futuro do chavismo. O presidente venezuelano compreende isto e, nos últimos dias, se envolveu em esforços de campanha até mesmo superiores àqueles empreendidos em torno do referendo constitucional, meses atrás. A importância das eleições, longe de fundamentada numa eventual derrota do grupo de Chávez, como muitos insinuam, está em sua fragmentação. Em outros termos, é possível afirmar que, no conjunto, dificilmente a correlação de forças entre o líder venezuelano e a oposição tradicional sairá radicalmente alterada das urnas. No entanto, impossível ignorar o fato de que o chavismo nunca mais será o mesmo. O essencial para a compreensão destas eleições está na densidade eleitoral que as mais recentes dissidências do grupo político de Chávez esboçam alcançar. Ou seja, mais do que a simples aprovação ou desaprovação ao governo e suas políticas, os venezuelanos encontrarão nas urnas uma pluralidade diretamente vinculada às rupturas que o chavismo sofreu nos últimos meses. Expressões eleitorais mais ou menos diversas de uma ou outra faceta até então presentes no seio do governo. Evidentemente, isso ocorre devido ao caráter contraditório e indefinido




que resume o próprio chavismo. À ausência de um projeto alternativo de sociedade claro e de firme compromisso com ele. Por mais que goste de se gabar sobre o “socialismo do século XXI”, o governo de Chávez, em diferentes momentos e em intensidades variadas, pouco mais se mostrou do que um grande aglomerado do que foi a esquerda no

século XX. Em suas melhores, piores e mais irreconciliáveis dimensões. Tanto seus críticos quanto seus admiradores souberam destacar a faceta que mais lhe agradavam ou repeliam, mas a maioria continua ignorando a complexidade do governo venezuelano, geradora, entre outras coisas, da presente fragmentação das alternativas eleitorais. Em uma década no poder, Chávez expressou a capacidade de lidar diretamente com as massas, as ilusões, manipulações e conciliações do populismo. O pragmatis-mo e a disposição protecionista do nacionalismo. A inovação e ousadia do regionalismo. A preocupação com as condições sociais da população, a intervenção na economia de mercado e as hesitações e capitulações em torno dela da social-democracia clássica. A inspiração militarizante e centralizadora do castrismo e da guerrilha. A necessidade de se vincular com experiências semelhantes do internacionalismo. A capacidade de caluniar, humilhar, polemizar e confundir do stalinismo. A vontade de ampliar canais de participação alternativos às estruturas oficiais da cidadania. Enfim, um apanhado tão diverso e contraditório como a própria história. Mas que pode, com a ajuda das eleições, entre outros fatores, ganhar forma mais definida a partir deste domingo.



FIDEL - Ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, voltou a aparecer, nessa semana, em foto, agora com o presidente chinês, Hu Jintao, em visita a Havana. “Ele está recuperado da doença e com energia”, disse o líder chinês. Mas, na foto, Fidel aparece muito abatido, quase irreconhecível.

Obama e Al-Qaeda
Piratas e Corrupção
Obama e Hillary
Embora mensagem da Al-Qaeda dessa semana não indique aumento de terrorismo nos Estados Unidos, segurança do presidente eleito, Barack Obama, está reforçada. Nada de dúvidas. Todo cuidado é pouco.

Colapso das leis, da ordem e do policiamento dá nisso que o mundo todo viu nessa semana: bandidos piratas seqüestrando um superpetroleiro na costa africana de Somália, com carga de US$ 100 milhões e centenas de pessoas. Pior: piratas presos denunciam que funcionários do Governo levam 30% do resgate da pirataria. Um drama sério para exportadores de todo o mundo que usam o transporte marítimo pela costa leste da África. Piratas estão cada vez mais ousados.
Quase tudo certo, em documentação entregue ao presidente Barack Obama, para que a senadora por Nova Iorque, Hillary Clinton, possa ser nomeada Secretária de Estado do novo Governo americano.


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