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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 23/11/2008

CRISE INSTALADA NA BAHIA, DENTRO DA ALIANÇA QUE EM TERMOS NACIONAIS COLOCA PT E PMDB NA SUSTENTAÇÃO DO GOVERNO LULA, CAUSA FRISSON EM BRASÍLIA. CORREM SOLTAS VERSÕES SOBRE AS INTENÇÕES DO MINISTRO DA NTEGRAÇÃO, GEDDEL VIEIRA LIMA, AO COLOCAR O GOVERNADOR JACQUES WAGNER CONTRA A PAREDE. PARA UNS É TESTE. PARA OUTROS, PRETEXTO.

Passada a bonita festa político-esportiva que marcou a reinauguração do Bezerrão, é bom o governo do DF colocar as barbas de molho. Investiu-se muito dinheiro público e daqui a pouco podem surgir denúncias de abandono do novo estádio.

Agronegócio agrava crise

No passado recente e por conta das características da economia nacional, o agronegócio teve papel vital na fase de prosperidade em que surfou o governo Lula, desde 2004. O Presidente sabe disso. E deve estar preocupado com o risco crescente de redução da área plantada e menor produção em 2009. Comida é uma bandeira de Lula. E tudo indica que ficará mais cara e escassa, atrapalhando seus planos na sucessão.

GAZETILHA

Para muitos, o ponto crítico da crise econômico-financeira que varre o mundo já passou. Foi superado pela ação conjunta de governos e instituições, ao custo de quase US$ 2 trilhões.

Ninguém arrisca prever a gravidade da recessão que começa a atingir o planeta, muito menos seu tempo de duração. Não são poucos os que temem algo pior: uma depressão.

As evidências sobre a contaminação da economia real, os setores produtivos, pela crise financeira, lamentavelmente desautorizam tanto otimismo. O mundo está entrando em recessão.
O presidente Lula tem razão quando, queixando-se pelo coletivo dos países emergentes, reclama da conta a pagar por conta de erros cometidos pelas nações mais ricas.
Exemplos dramáticos não faltam. As três grandes do setor automobilístico americano estão literalmente à beira da falência. Crescem as ondas de demissões e fechamentos de instituições. Mas ter razão não altera uma realidade adversa. E nem discursos de exagerado otimismo ajudam na solução ou prevenção de problemas. O desafio é gigantesco.
Governo dá sinais de envelhecimento
Fatores políticos e econômicos se acumulam e interligam para disseminar impressões de envelhecimento precoce do Governo Lula. FHC também sofreu esse fenômeno, que muitos chamam de síndrome do segundo mandato. Não são poucos os que associam movimentos políticos cada vez mais explícitos em torno de articulações sucessórias, com a deterioração das perspectivas para os dois últimos anos de Lula, por conta da crise econômica. A conferir.

EXCLUSIVO
Apesar dos esforços oficiais para manter o otimismo nacional diante do agravamento da crise econômica mundo afora, acumulam-se evidências em torno de forte desaceleração do crescimento também por aqui, em 2009. Para além dos relatórios privados, também na esfera oficial começam a pipocar alertas ao presidente Lula.


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Jota Alcides Tribuna Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva