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FATORAMA
Jornal das Vozes Livres de Brasília
HOME   Brasília - DF 23/09/2007

AO REVELAR QUE SE ABASTEVE NA VOTAÇÃO QUE SALVOU O MANDATO DE RENAN CALHEIROS, O SENADOR ALOISIO MERCADANTE, DO PT DE SÃO PAULO, DEU UM TIRO NO PRÓPRIO PÉ. POR ONDE PASSA, QUANDO É RECONHECIDO, SÓ NÃO TEM SIDO CHAMADO DE ARROZ DOCE, TAMANHA A REVOLTA DA POPULAÇÃO COM O SEU COMPORTAMENTO. É ISSO AÍ! NOS DIAS ATUAIS, NÃO DÁ PARA SE ACOVARDAR E FICAR EM CIMA DO MURO.
RISCO DE DERROTA

O DEM se uniu na Bahia, depois da morte de ACM, e deve lançar, consensualmente, a candidatura de ACM Neto para prefeito de Salvador. O deputado José Carlos Aleluia, que seria a pedra no caminho, já disse que apóia o Neto.

PAINEL - Em Pernambuco, seu Estado natal, o presidente Lula prometeu até a lula ao governador Eduardo Campos (PSB). Mas se depender da boa vontade do Governo, Eduardo está frito. Até agora, só saíram 1.3% do orçamento para o Estado.
Reprovação
Por falar em CPMF, 54% da população brasileira reprova a sua prorrogação, segundo pesquisa do Ibope. Mas sem o chamado imposto do cheque Lula já disse que não governa. Se faz tanta falta assim, o Presidente poderia prestar contas ao povo, mostrando onde dinheirama está sendo aplicada.
Troca-troca
Vence esta semana, precisamente no dia 30, o prazo para quem deseja mudar de partido com vistas à disputa eleitoral no pleito municipal do ano que vem. Da forma como o Congresso aprovou a fidelidade partidária, serviu apenas para anistiar aqueles mais de 80 parlamentares que negociaram novos partidos. Falta seriedade nisso.
Se o PT e os partidos aliados de Lula continuarem hostilizando o senador Renan Calheiros, Lula pode ficar sem a CPMF. O clima no Senado tende a se radicalizar, impedindo a votação da matéria em plenário. E sem votar CPMF, sua prorrogação, como deseja o Governo, cai por decurso de prazo. Melhor para o Governo – e mais inteligente também – é levar os partidos aliados a aceitar o resultado da votação que absolveu Renan. Até porque, diga-se de passagem, foi democrático, com Renan se submetendo às regras do jogo. Da mesma forma têm que agir os que se consideram derrotados.


  • O governador de Alagoas, Teotônio Vilela (PSDB), não conseguiu, ainda, respirar aliviado com a sucessão de greves no seu Estado. A dos médicos, bastante radicalizada, já se estende por 60 dias.

  • Já na Paraíba, o clima é de expectativa em relação ao destino do governador Cássio Cunha Lima, cujo processo de cassação, já aprovado na instância local, o TRE, está sendo aguardado no TSE.
  • Cunha Lima é acusado de ter patrocinado um bolsa-família durante a sua campanha de reeleição, em 2006. O engraçado dessa estória toda é que Lula se reelegeu pelos votos da bolsa-família, e não existe contra ele nenhuma acusação de compra de voto.

Tão Gomes Musa Antônio Caraballo Charlotte JB Serra e Gurgel Guillermo Piernes Renato Riella
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