GAZETILHA
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De tempos
em tempos o mundo se depara com eventos e movimentos que mostram
de forma clara e até didática o que é o fenômeno da globalização.
Música e vestuário, por exemplo.
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A decisão
do BC americano de reduzir fortemente sua taxa de juros básica
- 0,5 ponto equivale a quase 10% do total - trai o empenho
em evitar contaminação mais forte da economia real.
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Na árida esfera econômica esse conceito não é menos verdadeiro
ou efetivo. Mas, movimentos aparentemente desconectados, na
verdade, apontam para uma articulação maior. |
Já
o FMI elogia o rumo da economia brasileira, mas volta a recomendar
redução de juros e promoção de novas reformas. Europa e Ásia
buscam apoiar bancos e estimular a produção.
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Certamente
poucos conhecem a real extensão da crise imobiliária e financeira
que varreu os Estados Unidos e a Europa. Para contê-la já foram
mobilizados quase US$ 500 bilhões. |
Agora começam a surgir indicações de que, após cinco anos de
impasse, a Rodada Doha, finalmente, possa destravar novos avanços
no comércio mundial. Coincidências? Não. Coordenação. |
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Decisão
do FED, da euforia à preocupação
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Num primeiro momento, os mercados reagiram com euforia. Wall Street
e as demais Bolsas pelo mundo subiram e ensaiaram recuperar as perdas
acumuladas com o estouro da bolha imobiliária nos EUA. Mas a inédita
decisão do FED, o BC americano, vai produzindo uma segunda leitura,
que leva da euforia à preocupação. O corte de meio ponto na taxa
básica de juros foi forte. Sinal de que a crise financeira por lá
também oferece grande potencial de risco.
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EXCLUSIVO
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A CPMF será mais uma vez prorrogada. O Governo sabe disso. Situação
e oposição, no Congresso, também. Mas até que tudo termine, muita
água passará debaixo dessa ponte. O Executivo vai sangrar, em concessões,
na Câmara. Nomeações e liberações de emendas são as moedas. No Senado,
haverá que fazer concessões na proposta original. E tem o impasse
do caso Renan.
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