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A“Jamais,
comigo ou interferência minha, ela teve qualquer contato. Tenho um
distanciamento normal em relação à ministra Dilma. Não temos um relacionamento
de amizade. É apenas contato formal. Em relação ao presidente Lula,
igualmente. Ele tem mais é que cuidar do Brasil e não interferir em
questões absolutamente comerciais”. Foi o que afirmou, nessa semana,
o amigo e compadre de Lula, advogado Roberto Teixeira, durante sua
passagem no Senado. Ele apareceu para falar à Comissão de Infra-Estrutura
sobre fraudes nas operações de venda da Varig, mas, seu depoimento
foi adiado porque a oposição quer ouvir primeiro os sócios brasileiros
da empresa, afastados pela Justiça, Marco Antonio Audi, Luiz Eduardo
Gallo e Marcos Michel Haftel. Eles não compareceram ao Senado alegando
o julgamento ocorrido no mesmo dia na Justiça de São Paulo que manteve
o fundo americano Matlin Patterson no controle da VarigLog. Diante
desse imprevisto, Roberto Teixeira, acusado pela ex-diretora |
da Anac-Agência Nacional de Aviação Civil, Denise Abreu, de tráfico
de influência e atuação truculenta na venda da Varig, não prestou
depoimento aos senadores. Acusado também pelos empresários de ter
recebido US$ 5 milhões pelos serviços prestados, Teixeira aproveitou
os holofotes para esclarecer que ganhou apenas US$ 350 mil. Negou
conluio com a ministra Dilma Rousseff para apressar e facilitar a
venda da Varig. Senadores da oposição decidiram pelo adiamento do
depoimento de Teixeira à Comissão de Infra-Estrutura porque não tinham
em mãos os documentos necessários, que estão com os empresários, para
fazer o contraditório. Para eles, nessa situação, caso houvesse o
depoimento de Teixeira, o assunto seria esvaziado e o compadre de
Lula ainda sairia absolvido das acusações de que faz lobby no Palácio
do Planalto. Os senadores esperam, agora, que esses documentos sejam
entregues pelos empresários à comissão do Senado. |
Embora
defendida, Dilma permanece alvo
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