| Envolvimento
de militares do Exército com traficantes do Rio em tragédia com três jovens
mortos gera nova e grave crise no Governo Lula e poderá condenar a União
à indenização de famílias das vítimas. |
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NARCOTRÁFICO ABALA O EXÉRCITO |
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Mesmo
com o PIB crescendo 5,8% e a arrecadação federal superando
R$ 36 bilhões, somente no primeiro trimestre deste ano, devendo
superar os R$ 70 bilhões até junho, deixando os cofres
do Governo Lula abarrotados, 259 deputados aprovaram, nessa
semana, a recriação da antiga CPMF, disfarçada de CSS-Contribuição
Social para a Saúde, com alíquota de 0,10% sobre toda e qualquer
movimentação financeira. Golpe foi comandado pelos líderes
do Governo, deputados petistas Henrique Fontana(RS) e Maurício
Rands(PE), em choque direto com a vontade de 80% dos brasileiros
que já se manifestaram contra o imposto.
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Efeitos da tragédia são tão preocupantes que já mobilizam Procuradoria
Geral da República, Defensoria Pública da União, Procuradoria
Federal dos Direitos do Cidadão, Comissão da Ordem dos Advogados
do Brasil e Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência
da República. Virou o principal tema de debates da semana no
Congresso Nacional. Até a Justiça Eleitoral está sendo acionada.
E além de toda a confusão armada, a União ainda poderá ser condenada
a pagar mais de R$ 1 milhão e R$ 300 mil em indenizações e pensões
vitalícias para cada uma das famílias dos três jovens assassinados
depois de terem sido entregues por 11 militares do Exército
aos traficantes do Morro da Mineira. De nada adiantou o presidente
Lula se dizer consternado ou o ministro Jobim indignado, |
assumindo o compromisso de “buscar justiça” para punir os culpados.
Famílias das vítimas estão revoltadas e os moradores da favela
do Morro da Providência exigindo a retirada das tropas do Exército
que ali estão prestando segurança ao projeto de reforma habitacional
denominado Cimento Social, idealizado pelo senador Marcelo Crivela(PRB-RJ),
candidato à Prefeitura do Rio nas próximas eleições. Ao mesmo
tempo, a sociedade brasileira está perplexa e chocada porque
o episódio denuncia o envolvimento de militares do Exército
em corrupção junto aos traficantes de drogas. Muitas perguntas
sobre ainda estão sem respostas: Por que o Exército está dando
segurança a um projeto governamental que pode ter uso eleitoral?
Por que o comandante do Exército, general Enzo Martins, não
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evitou ou impediu a força ser usada, indevidamente, já que a
função poderia e deveria ser cumprida pela Polícia Militar do
Estado do Rio? Por que, enfim, o presidente Lula destinou ao
Exército esse papel de segurança pública urbana não previsto
na Constituição? Qual a real extensão do envolvimento dos 11
militares do Exército com os traficantes de drogas e por que
eles fizeram isso condenando três jovens à morte? Obras do projeto
Cimento Social fazem reformas de fachadas e telhados em 782
moradias do Morro da Providência, consumindo R$ 16,6 milhões
financiados pela Caixa Econômica Federal, sendo cada reforma
ao custo de R$ 22 mil, o equivalente a 62% do preço de uma casa
popular. Embora o projeto atenda diretamente ao candidato a
Prefeito do Rio, Marcelo |
Crivella, o Exército nega que esteja garantindo a segurança
das obras para favorecer a campanha do senador. Lamentavelmente,
uma ação cívica do Exército, em área de grande risco do Rio,
sob domínio de perigosos traficantes armados por arsenal de
fuzis e metralhadoras, acabou se transformando nessa tragédia.
Agora, além de um Governo cheio de escândalos de corrupção,
de um Legislativo totalmente desacreditado e de um Judiciário
sob críticas, a sociedade brasileira ainda tem que ver jogado
na lama exatamente o Exército, a instituição pública de sua
maior confiança. Quem está interessado nisso? Não podia ter
acontecido. Parece que o Brasil vai, sem salvação, em direção
ao abismo da imoralidade, da promiscuidade e da corrupção generalizada.
É o fim. Deploravelmente!. |
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Sociedade
brasileira está perplexa e chocada com o episódio do Rio exatamente porque
11 militares colocaram na lama da corrupção e do crime o Exército, instituição
de maior confiança pública no País. |