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FATORAMA
Jornal das Vozes Livres de Brasília
HOME   Brasília - DF 22/06/2008

AS, SE O PT SOFRE- COM A ESCASSA VOCAÇÃO PARA DIVIDIR ESPAÇOS E FECHAR ALIANÇAS, NO ARRAIAL DA OPOSIÇÃO TAMBÉM NÃO HÁ MOTIVOS PARA EUFORIA. O PSDB PODE IMPLODIR EM SÃO PAULO E CONSAGRAR UM ROMPIMENTO COM O DEM NO RIO GRANDE DO SUL. DIANTE DISSO, AS URNAS, ESTE ANO, PARECEM MAIS IMPREVISÍVEIS QUE NUNCA. VEM AÍ MUITA EMOÇÃO.

A tragédia do morro da Providência, no Rio, esclarece de modo definitivo e penoso a dúvida sobre o uso das Forças Armadas para combater a criminalidade nas cidades brasileiras. Essas tropas não são treinadas para isso.

Um fundo sem fundos

Foi para o fundo de uma gaveta, no Planalto, a proposta do ministro da Fazenda para criação do tal Fundo Soberano Brasileiro. A idéia foi atropelada por uma realidade econômica adversa, que simplesmente deixou a tese sem fundos. O Governo, agora, corre para reforçar o superávit primário e oferecer aos mercados, aqui e lá fora, uma visão de que pode debelar a ameaça inflacionária. Mas o dragão está de volta.

GAZETILHA

Depois de tantos sacrifícios e alguns anos de alívio, eis que temas como inflação, carestia e demandas salariais voltam às manchetes dos jornais. Castigo para memória curta e euforia.

Ao invés de cuidar de reformas fundamentais para assegurar vida longa a um ciclo de crescimento sustentável, o Governo parece ter incorporado a postura da cigarra.

Quantos falaram, tantas vezes, em cautela na expansão do mercado interno? Vender bens, de fogões a carros, em prestações a perder de vista, fatalmente levaria a tensões de preços.
O presidente Lula resistia a qualquer proposta de contenção de gastos e crédito. Agora diz que aceita a tese. Mas ao mesmo tempo pede dinheiro extra à Fazenda para reajustar o Bolsa Família.
Quantos alertaram, tantas vezes, para os riscos da acelerada expansão dos gastos públicos? E o Governo, rouco de tanto ouvir, fazendo nada para conter seus reflexos sobre a inflação. O ambiente econômico mudou muito lá fora. E agora começa a mudar aqui dentro. Se o Governo não sinalizar claro compromisso com a austeridade, haverá erosão da economia.
Apertem os cintos, o piloto se confundiu
Não foi por falta de alertas. Aqui e lá fora. O Governo quase não consegue disfarçar o pânico, diante do provável estouro da meta de inflação deste ano, com risco de contaminação séria para o índice de 2009. O presidente Lula resistiu muito a recomendações de controlar gastos e segurar a onda de consumo, que superava a capacidade produtiva do País. Agora acordou. E terá de pisar firme no freio, para segurar o trem nos trilhos. Se ainda der tempo.
EXCLUSIVO
Na reta final para formação das chapas que vão disputar as eleições deste ano, eis que o presidente Lula teve que arregaçar as mangas para evitar uma trombada eleitoral das forças que lhe dão sustentação política. Em particular o PT. Ele tenta costurar frentes partidárias que ora apóiem candidatos petistas, ora cedam cabeças de chapas a outras siglas. Será que vai conseguir?


Expediente Musa Charlotte Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
Jota Alcides Tribuna Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva