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FATORAMA
Jornal das Vozes Livres de Brasília
HOME   Brasília - DF 22/04/2007

EDITORIAL
Pesadelo
Distúrbios de personalidade, sentimento de rejeição, falta de integração, hostilidade social, competição cruel pelo êxito, decadência religiosa, comportamento violento, acesso fácil às armas, individualismo, frustração, fracasso, depressão, esquizofrenia. Em tudo isso os acadêmicos encontram explicações para o massacre que o estudante sul-coreano Cho Seung-Hui produziu essa semana na Universidade Tecnológica de Virgínia, Estados Unidos. Uma chacina com 32 mortos, “uma tragédia sem sentido”, definiu o papa Bento XVI. Não foi a primeira em instituições de ensino americanas, nem será a última. Diante da perplexidade geral, cabe oportuno questionamento: Como ensinar tolerância, solidariedade, fraternidade e paz aos jovens americanos, se o próprio Governo dos EUA, praticando invasões e guerras, no Vietnã, Afeganistão e Iraque, dão ao mundo o maior exemplo de intolerância, prepotência e violência?


OPINIÃO DOS LEITORES

Violência nos EUA (1)
Violência nos EUA (2)
Somente a competição excessiva e a valorização do individualismo, que geram ambições desmedidas e frustrações perigosas, podem explicar o final dramático do estudante sul-coreano que matou 32 pessoas no campus da Universidade Técnica de Virgínia. Que essa assustadora tragédia ao menos sirva para a sociedade americana refletir sobre os seus padrões de vida e encontrar um novo rumo.


Solange Fonseca
Brasília - DF
Antes de aparecer triste e abatido, dizendo-se horrorizado com a chacina na Unversidade Técnica de Virgínia, o presidente George Bush devia ficar horrorizado mesmo é com a carnificina que o Exército americano, sob suas ordens, tem praticado no Iraque nos últimos quatro anos. Está matando milhares de inocentes somente para poder ficar controlando a segunda maior reserva de petróleo do mundo.

Fernando Ribeiro
Brasília - DF
Violência no Rio (1)
Violência no Rio (2)

Até quando a população do Rio vai suportar esse sofrimento de ficar sob o tiroteio diário entre facções criminosas em guerra pelo controle do tráfico de drogas? O banho de sangue dessa semana, com 21 mortos, foi uma demonstração clara de que os bandidos do Rio tomaram conta da cidade e não estão nem aí para as forças de segurança. Agora, eles trocam tiros até dentro de cemitério. É o fim do Rio.

Leandro Torres
Brasília -
DF
Ou o Governo Federal toma providências ou o Rio de Janeiro vai acabar num mar de sangue. O Rio está em guerra e o povo em pânico porque as forças policiais do Estado já não resolvem mais o problema. A cidade está inteiramente dominada pelos traficantes de drogas e exige o socorro urgente das Forças Armadas. O que o Rio está sofrendo não é mais apenas caso de polícia, é caso de guerra.

Cristina Morais
Brasília - DF

Walter Gomes Musa Antônio Caraballo Magno Martins JB Serra e Gurgel Guillermo Piernes Renato Riella
Jota Alcides Charlotte Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva