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Jornal das Vozes Livres de Brasília
HOME   Brasília - DF 22/04/2007
ONDAGEM DO DATASENADO EM NÍVEL NACIONAL NÃO DEIXA DÚVIDAS: A MAIOR PARTE DA POPULAÇÃO QUER A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL, FIM DA IMPUNIDADE E MAIS RIGOR NA PUNIÇÃO DOS CRIMINOSOS. O DATASENADO DIFERIU POUCO DOS DADOS DO IBOPE, DATAFOLHA E SENSUS. REALMENTE, A ESCALADA DA VIOLÊNCIA É A MAIOR PREOCUPAÇÃO ATUAL DOS BRASILEIROS.

As imagens da violenta troca de tiros entre policiais e bandidos nas ruas do Rio de Janeiro, em meio ao desespero de cidadãos indefesos, correram o mundo e provocaram espanto até na Jordânia, vizinha do Iraque. Os prejuízos para o turismo são crescentes.

Desonerar é só paliativo

Um novo verbo incorporou-se ao discurso do governo Lula: desonerar. Diante do manicômio tributário que atormenta a economia e os cidadãos do País, o alívio pontual e muitas vezes ineficiente tenta evitar o colapso de segmentos importantes da estrutura produtiva, no lugar da necessária reforma tributária. As evidências se acumulam, seja da multiplicação de setores fragilizados, seja do esgotamento desse paliativo.

GAZETILHA

Com triste e monótona regularidade, a América do Sul experimenta convulsões sociais e políticas, por conta de desajustes econômicos e vícios de suas elites dirigentes.

Em comum, esses palcos de efervescência política e social têm classes dominantes com nítidos defeitos corporativistas e escassa sensibilidade para mudanças pelo bem comum.

O quadro social se agrava na Bolívia, as pressões do poder sobre os segmentos de oposição assumem contornos de asfixia na Venezuela e um plebiscito no Equador é ameaçador.
Dois exemplos, para trazer a questão do geral ao específico: as reformas política e tributária no País. Sempre faladas, nunca realizadas. Afetam interesses dos mandatários de plantão.
Antes que os mais desavisados saiam às ruas para proclamar o País uma ilha de tranqüilidade na região, convém não esquecer a guerra civil gerada pela onda de violência. Aqui, um político troca de partido como se troca de camisa. O poder econômico substitui o compromisso com o eleitor na hora do voto. A corrupção drena muita capacidade de realização.
Pressão crescente por plebiscito
Os indícios já não deixam dúvidas: o Congresso sofrerá pressão crescente pela organização de um plebiscito múltiplo, para validar mudanças importantes que a sociedade exige e a classe política reluta em votar. A redução da maioridade penal, na luta contra a violência, é um dos temas. A legalização do aborto outro. A possibilidade de união civil entre pessoas do mesmo sexo, mais um. Há propostas já tramitando. O custo do plebiscito é da ordem de R$ 300 milhões.










EXCLUSIVO
O Senado vem aprovando, de forma acelerada, projetos que pretendem melhorar o arsenal legislativo com que o Estado brasileiro vai enfrentar os problemas da violência e da criminalidade. Esse pacote contra a violência chegará em breve à Câmara, que não consegue votar nada além das MPs do PAC. A pressão sobre os deputados crescerá muito. A paciência da sociedade está no limite.


 

Walter Gomes Musa Charlotte Magno Martins JB Serra e Gurgel Guillermo Piernes Renato Riella
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