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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 22/02/2009

S OBSTÁCULOS PREVISTOS NO ESFORÇO PARA AGILIZAR OS TRABALHOS LEGISLATIVOS, NESTE ANO, JÁ SÃO REAIS. A NOVA MESA DIRETORA DO SENADO FOI ELEITA EM 2 DE FEVEREIRO. MAS APENAS NO INÍCIO DE MARÇO SERÁ POSSÍVEL DESOBSTRUIR A PAUTA DE VOTAÇÕES. ISSO, CASO OS SENADORES SUPEREM O IMPASSE PARA ELEIÇÃO DOS NOVOS PRESIDENTES DE COMISSÕES.

Temporada de anúncios dos balanços dos bancos brasileiros começou e vai deixar o presidente Lula mais espantado, ainda, com os lucros. Nem a grave crise financeira que assola o mundo atrapalhou. Os spreads e as tarifas garantem a boa vida.

Cresce peso da carga tributária

A Confederação Nacional dos Municípios fez as contas e concluiu: a carga tributária que o brasileiro carrega nas costas cresceu em 2008, apesar do fim da CPMF. Atingiu nada menos que 37,58% do PIB. Mais de R$ 1 trilhão. Peso equivalente do setor público, só nos países do Primeiro Mundo, que devolvem ao cidadão serviços de qualidade, na saúde, educação e segurança. Entre os emergentes, o Brasil fica mal na fita.

GAZETILHA

Tempos difíceis, estes vividos pela mídia e a opinião pública, em nível mundial. O fenômeno é comum em tempos de conflitos, onde a verdade sempre é uma das primeiras vítimas.

O que dizer, então, do case representado pelas versões difundidas pelo governo Bush sobre armas químicas no Iraque? A mídia ajudou a criar o clima necessário à invasão.

Chocante é constatar que em pleno século 21, com o fantástico avanço dos meios de comunicação de massa, os mecanismos de controle da informação resistem aos avanços da tecnologia.
A polêmica em torno do asilo concedido pelo Brasil a Cesare Battisti, o italiano condenado em seu país à prisão perpétua, ilustra um legítimo confronto de visões políticas.
Um exemplo chocante, que ilustra quão difícil é a situação da imprensa: o caso da jovem brasileira que disse ter sido atacada por skinheads na Suíça e cuja versão falsa correu o mundo. Os livros estão repletos de casos de versões que serviam aos poderosos do momento (o Plano Cohen, no governo Vargas, por exemplo) e onde a mídia ora era vítima, ora era conivente.
Pacotes não convencem e crise resiste
Depois de muita negociação, o Congresso americano aprovou e o presidente Barack Obama sancionou o pacote com que o governo pretende enfrentar a grave crise que atinge o país e o planeta. Nada menos que US$ 787 bilhões. Pois no mesmo dia as bolsas caíram, mundo afora. Os pacotes se sucedem, do Primeiro ao Terceiro Mundo. E nem por isso diminuem as notícias sobre demissões, que já estão na casa dos milhões. A crise também é de confiança. Sem remédio à vista.

EXCLUSIVO
A oposição brasileira está numa sinuca de bico, por conta das eleições de 2010. De um lado, denuncia o presidente Lula pelo que entende ser uma antecipação da campanha eleitoral, para popularizar a ministra Dilma Roussef. E feita com verba pública. De outro, começa a estimular maior circulação dos governadores José Serra e Aécio Neves pelo País, com nítido viés eleitoral também.


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Jota Alcides Tribuna Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva