FATOSÍNTESE

Governo desvia CPMF e deixa povo morrer sob ataque da dengue
Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul: recorde nacional da dengue
Se o Governo Lula fosse criterioso e responsável e usasse corretamente os R$ 40 bilhões anuais da CPMF, criada para resolver os problemas do sistema público de saúde brasileiro, mas que são desviados para projetos populistas e eleitoreiros, o País não estaria agora vivendo essa situação de vergonhoso caos: hospitais sucateados, sem equipamentos, sem remédios, sem médicos, sem até esparadrapo, e com milhares de pessoas sofrendo nas filas e morrendo nos corredores, como indigentes, sem qualquer assistência. É um cenário desolador, mas, inacreditavelmente, considerado pelo presidente Lula um “sistema de saúde perfeito”. Pior: exatamente neste momento em que o Governo Lula faz a maior pressão sobre o Senado para aprovar a prorrogação da famigerada CPMF até 2011, evitando a sua extinção legal em 31 de dezembro próximo, o Brasil está agora retornando ao estágio de subdesenvolvido, sobretudo na questão de Saúde, atacado por grave e inaceitável epidemia de dengue. De acordo com o ministro da Saúde de Lula, José Gomes Temporão, que lançou, nessa semana, campanha de mobilização nacional contra a doença, já foram registrados este ano, de janeiro a setembro, 481 mil casos de dengue em todo o País, o que representa aumento de 50% em relação ao mesmo período do ano passado. Somente nos últimos nove meses, 121 brasileiros morreram de dengue, sendo alarmante o número de mortes pela forma hemorrágica da doença. Situação é mais grave no Mato Grosso do Sul, onde já foram confirmados 72 mil casos este ano. Conforme o ministro José Gomes Temporão, o Governo “está levando uma surra do mosquito da dengue” e o Brasil está diante de uma epidemia antes mesmo da chegada do período chuvoso quando aumenta a possibilidade


Ministro Temporão confirma epidemia de dengue

região que apresenta o maior número de casos de dengue, mas o Sul também já causa preocupação. Na soma dos três Estados do Sul – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná – o aumento do número de casos confirmados de janeiro a setembro chega a 828% em relação ao mesmo período do ano
de propagação da doença. “Essa epidemia é preocupante por vários motivos, principalmente pelas características do virus, que tem quatro sorotipos e três deles já circulam no Brasil. Poderíamos ter impedido todas essas mortes”. E por que não foram evitadas? Certamente, porque o Governo gasta irresponsavelmente o dinheiro da CPMF que deveria ser aplicado em favor da saúde dos brasileiros. Ao lançar sua campanha contra a dengue, o ministro Temporão chamou a atenção para a capacidade do mosquito transmissor da doença: “Esse mosquito tem um
fantástico grau de adaptação. Já se adaptou nas áreas urbanas e nas áreas rurais, inclusive em áreas que se imaginava que ele não se adaptaria como a região serrana do Rio e o Sul do País. Por isso, nossa preocupação imediata é zerar o número de mortes. O índice que nós alcançamos é inadmissível”. A campanha no Centro-Oeste e Sudeste vai até 24 de novembro, no Norte e Sul até 16 de dezembro e no Nordeste até março de 2008. Pelos dados do Ministério da Saúde, proporcionalmente, o Sudeste ainda é a
passado. Em relação ao Distrito Federal, a expansão da dengue também é surpreendente: foram regis-trados 300 casos de tramissão da doença no DF contra 105 em igual período do ano passado, aumento de 185%. Agora, a maior preocupação das autoridades da Saúde em Brasília é com a proximidade da chegada das chuvas, quando, normalmente, cresce o número de casos da doença. Esse é o resultado: você paga, na marra, CPMF ao Governo Federal e o Governo Lula lhe devolve o tributo com uma epidemia de dengue. Duplo castigo.

Tão Gomes Musa Antônio Caraballo Magno Martins JB Serra e Gurgel Guillermo Piernes Renato Riella
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