| Diante
do novo terremoto na economia global, sorte do Brasil que tem o ministro
Henrique Meirelles na presidência do Banco Central, onde atua como executivo
de multinacional, sem fazer politicagem. |
|
SEGURANÇA DIANTE DA CRISE MUNDIAL |
|
Quando
os efeitos reais do terremoto dessa semana na economia global
vão chegar ao Brasil não se sabe, nem se serão temporários,
nem se serão longos. Mais cedo ou mais tarde, eles chegarão.
Bancos centrais dos Estados Unidos, Europa e Ásia tiveram
que socorrer o sistema financeiro, nos últimos dias, com US$
330 bilhões, para aliviar a crise depois que bolsas mundiais
perderam, num só dia, US$ 1.361 trilhão. Embora confiante
na “situação confortável” do Brasil, o presidente do Banco
Central, Henrique Meirelles(foto), correu para Nova Iorque.
Para melhor segurança brasileira, foi avaliar in loco o peso
da crise americana no abalo da economia global.
|
|
|
|
Executivo experiente no mercado internacional, além de discutir
a crise com autoridades e investidores dos Estados Unidos, o
presidente do BC esteve conversando com seus colegas do Federal
Reserve-FED, o banco central americano, sobre os possíveis reflexos
e repercussões nas economias do mundo, especialmente em países
emergentes como o Brasil. Mesmo sabendo que a economia brasileira
está forte, em crescimento, menos dependente do mercado dos
Estados Unidos, e que o País tem reservas de US$ 205 bilhões,
o ministro Henrique Meirelles é um gestor financeiro que gosta
de se antecipar, adotando medidas efetivas antes que cheguem
as turbulências. Por isso, durante os últimos quatro meses,
diante dos sinais de agravamento da crise na economia dos Estados
Unidos, Meirelles |
fez o Banco Central apertar o controle sobre os bancos brasileiros.
Sua orientação tem sido a verificação, mais detidamente, dos
eventuais riscos de liquidez e os critérios para concessão de
empréstimos. Em conseqüência disso, alguns bancos tiveram que
reduzir os prazos de seus financiamentos voltados para empresas
de médio porte, em média, de 180 para no máximo 90 dias. Dimensão
da crise exige cautelas, mesmo havendo consenso, entre especialistas
do mercado internacional, de que o impacto da crise sobre países
emergentes, como o Brasil, não será tão forte como foi na crise
da Ásia em 1990. E por que o Brasil está nessa “situação confortável”.
Porque as mudanças de política monetária e econômica nos últimos
dez anos garantiram o fortalecimento da economia brasileira, |
cujo crescimento tem sido puxado pelo mercado interno. E porque
o presidente do Banco Central, no Governo Lula, é um ministro
competente e eficiente. Como ex-presidente do Banco de Boston,
que lhe deu ampla visão e conhecimento do mercado internacional,
Henrique Meirelles, politicamente é ligado ao PSDB, partido
que, no Governo FHC, sintonizou o Brasil com as mudanças na
economia global. Mas, ao contrário de outros ministros de Lula,
principalmente do PT, não é politiqueiro, nem faz politicagem.
Com sólida formação de executivo, Meirelles trabalha e atua
com a postura e o rigor de verdadeiro CEO governamental. Pensando
em resultados positivos para o bem do País e não para seu partido
ou para seus projetos pessoais. Determinado em sua firme política
monetária e seu eficiente |
monitoramento dos juros, sempre com o objetivo de manter o crescimento
da economia mas sem deixar que a velocidade do consumo interno
proporcione a disparada da inflação ou deixe a inflação sem
controle, o presidente do Banco Central tem sido inflexível
diante das críticas dos próprios governistas, inclusive do vice-presidente
José Alencar, e mesmo de líderes petistas que desejam vê-lo
fora do Governo. Mas é por causa da condução da política monetária
e econômica pelo ministro Henrique Meirelles que o Brasil se
encontra nessa “situação confortável” diante da atual crise
mundial. Se o Brasil não vai cair de “quatro ou de joelhos”,
abalado pelo novo terremoto na economia global, será graças
ao presidente Meirelles, o melhor ministro de Lula na área econômica.
É a salvação do Brasil. |
|
|
Ministro
Henrique Meirelles tem sido cauteloso, precavido e eficiente, mesmo sabendo
que os países emergentes, como Brasil, estão numa “situação confortável”
diante da atual crise mundial. |