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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 21/09/2008

ASSESSORIA POLÍTICA DO PLANALTO PREVÊ A CONQUISTA DA MAIOR PARTE DOS CARGOS NA DISPUTA DESTE ANO. ESSES RESULTADOS, PORÉM, SÃO ILUSÓRIOS. COM MAIS DE 5 MIL CIDADES NA DISPUTA, É MAIS FÁCIL ACOMODAR OS MUITOS PARTIDOS DA BASE ALIADA. E AINDA ASSIM OCORRERÃO CHOQUES. O QUE DIZER DE 2010, QUANDO A BRIGA SERÁ POR CARGOS EM MENOR NÚMERO E DE MAIOR IMPORTÂNCIA.

Os estragos das chuvas de granizo, em Minas, devem servir de alerta para as autoridades do DF. Os riscos da próxima estação de chuvas são muitos e graves: de inundações a surtos de dengue. Problemas da urbanização crescente e mudanças climáticas.

Cintos serão bem apertados

Os especialistas sabem que os reflexos de uma política de aumento de juros só chegam à economia real depois de algum tempo. As atas do COPOM insistem didaticamente nesse fenômeno. Tradução desse movimento: a marca de 2009 será um aperto de cintos como não se via desde o início do primeiro mandato de Lula. Ao menos no primeiro semestre, se a economia mundial melhorar e não comprometer o resto do ano.

GAZETILHA

O tema está longe de ser novidade. Aliás, é discurso recorrente de situação e oposição que, lamentavelmente, não conseguem dar conseqüência prática a promessas de reformas.

Agora, o ministro Mangabeira Unger revela que recebeu do presidente Lula a missão de propor importantes reformas para destravar o País. Reformas na área trabalhista.

No Brasil, a carga tributária está próxima de 38%. Na vizinha Argentina é pouco mais de 25%, enquanto no México não chega a 10 e no Chile está abaixo de 5%.
A necessidade de tornar o País mais competitivo é evidente. Se não for feita agora, fatalmente terá de vir mais à frente, com perda importante de tempo e oportunidades.
Os brasileiros, na média, trabalham quatro meses por ano apenas para pagar impostos. Não é à toa que o chamado Custo Brasil desestimula investimentos. Duro é acreditar que, desta vez, a iniciativa governamental é para valer. Não faltam diagnósticos e números para atestar essa necessidade. Difícil é ver coesão política para mudanças.
Buraco negro ameaça economia mundial
Para muitos foi uma morte anunciada. A crise do sistema financeiro internacional completou um ano de eventos com gravidade crescente. Começou com o fim da farra das hipotecas oferecidas a clientes de alto risco de crédito. Evoluiu com quebras de instituições em cascata e uma onda de fusões e aquisições defensivas. Culminou, agora, com a visão do buraco negro que ameaça tragar os mercados. Governos precisarão fazer reformas para conter a especulação selvagem.
EXCLUSIVO
De público, o presidente Lula proclama que o País ficará imune à grave crise do sistema financeiro internacional. É uma estratégia voltada para a preservação das forças produtivas nacionais e a proteção do elevado patrimônio político-partidário obtido pelo chefe do governo. Mas não são poucos os riscos dessa atitude.


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