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HOME   Brasília - DF 21/06/2009

“Essa crise do Senado não é minha, mas do Senado”

Em discurso
veemente,
presidente do
Senado,
José Sarney,
convoca todos
os senadores
para defesa
da instituição
que tem sido
alvo de muitas
denúncias


Sarney se defende na tribuna do Senado


Pede empenho na defesa da Casa
Com certeza, o presidente do Senado, José Sarney, estudou bastante essa frase antes de pronunciá-la, nessa semana. Ele falou 30 minutos, sem permitir apartes e sendo ouvido em silêncio. ”A crise do Senado não é minha. A crise é do Senado. E esta é a instituição que devemos preservar. Somos todos responsáveis. Nós aprovamos aqui os atos da Mesa. O Senado no seu conjunto aprovou os atos da Mesa. Temos que corrigir o que está errado. E estarei pronto para cumprir tudo que o Senado decidir. Vou levar em frente, doa a quem doer”, afirmou. Em defesa das acusações de que foi um dos beneficiados pelos mais de 500 atos administrativos secretos nos últimos anos – que permitiram omitir a exoneração de um de seus netos e a contratação de suas sobrinhas, uma ex-nora e correligionários – o presidente apelou para o corporativismo conclamando todos os senadores para a defesa da instituição que está no centro dos escândalos. Um dos primeiros a se manifestar foi o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, de Pernambuco: “Somos 81 senadores e temos 10 mil servidores. Ninguém explica isso. É gente demais para trabalho de menos. O Senado tem hoje uma estrutura vencida, que merece uma reforma profunda”. Desde que assumiu a presidência do Senado, agora pela terceira vez, o senador José Sarney tem enfrentando uma avalanche de denúncias: descoberta de 181 diretores na Casa com altos salários; cotas de passagens aéreas usadas pelo senadores para parentes e amigos; pagamento de R$ 6,2 milhões em horas extras no recesso parlamentar; diretores burlando a lei do antinepotismo com o emprego de parentes por meio de empresas terceirizadas; pagamento de auxílio-moradia para senadores que moram em Brasília; e ultimamente, a descoberta de mais de 500 atos administrativos secretos. Um festival de escândalos que tem sido comemorado, discretamente, pelo Governo porque está paralisando o Senado em relação à CPI da Petrobras e deixado o Governo fora da mira de novas acusações de corrupção.

Diz não ter culpa por atos secretos
Promete cumprir decisões da Mesa do Senado


Expediente Musa Antônio Caraballo Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
Jota Alcides Charlotte Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva