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Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 21/06/2009

LULA E SEUS “300 PICARETAS”
A defesa intransigente da ética na atividade pública esteve presente de maneira muito marcante nas origens do PT, talvez pela forte influência exercida pelas comunidades eclesiásticas na formação política da legenda. A fiscalização combativa dos governos e a autopropagação de uma imagem de partido diferenciado nesse aspecto, uma espécie de ilha no oceano da corrupção endêmica brasileira, teve sua parcela de contribuição na atração exercida pelo partido, em seus primórdios, em setores de estratos médios brasileiros. Evidentemente, da famosa declaração do então candidato presidencial Luiz Inácio Lula da Silva identificando o Congresso Nacional como a morada de “300 picaretas” ao Presidente que, interessado em assegurar o apoio peemedebista à candidatura da ministra Dilma Rousseff, sai em defesa de um enfraquecido e excessivamente tolerante com desvios administrativos José Sarney, ex-presidente da República e presidente do Senado três vezes, sem contar pecados maiores que mancharam a historiografia petista neste meio termo, existe um abismo de um profundo mergulho nas entranhas do espaço institucional político do País separando os dois momentos. Não só um




mergulho, mas uma adesão a esta institucionalidade. Ou, alguns dirão, até mesmo um aperfeiçoamento peculiar e uma expansão cuidadosa das mazelas que normalmente lhe acompanham. Afinal, ser ético na oposição é bem mais fácil do que o ser enquanto governo. As declarações de Lula sobre

a crise no Senado merecem repúdio não só pela frouxidão com os desvios praticados que expressam, mas no que se referem ao presidente da Casa como uma figura que, por sua importância histórica recente, mereceria um tratamento diferenciado do julgamento público. Um delírio que parece ter saído de um deformado conceito de dominação tradicional weberiano. Ao optar por se envolver com a vida partidária e política cotidiana e rasteira do País, Sarney deixa de ser um quadro na parede dos ex-presidentes e uma figura “autorizada” a emitir opiniões distantes e elucidadas sobre a realidade política brasileira, como um outro ex-presidente costumeiramente faz, e passa a ser alguém quedeve, sim, ser fiscalizado, cobrado e julgado por cada um de suas decisões e posturas, do passado e do presente, como, afinal, o próprio peemedebista admite. Quanto ao papel histórico de Sarney, o Lula dos “300 picaretas” dificilmente ousaria apontar a atuação deste como articulador de uma transição negociada e controlada do regime militar para a democratização, dono de um feudo político nordestino a se eternizar e malabarista das variações de poder parlamentar em relação promíscua com o Executivo como algo minimamente louvável.



APOIO - Enquanto Estados Unidos, França e Alemanha estão condenando a opressão e a violência do Governo do Irã contra os manifestantes que reclamam fraudes nas eleições, o Brasil, a Venezuela e a Coréia do Norte estão ao lado do presidente reeleito Ahmadinejad. Coisa de Lula e PT.

Protestos do Irã
Censura à Mídia
Força do Desafio
Mais de 500 mil pessoas participaram de protestos, nessa semana, em Teerã, contra a reeleição fraudulenta do presidente Mahmoud Ahmadinejad, enfraquecido diante da força do povo.

Foto: Presidente Raúl Castro
Com multidões crescentes nas ruas de Teerã, o Governo de Ahmadinejad está cercando a mídia de censura e ameaçando os rebeldes até com pena de morte. Para evitar comunicações rápidas entre os manifestantes, reduziu a velocidade da Internet, tornando a navegação lentíssima ou impedindo o sinal. Desde a eleição, semana passada, o tráfego de dados na Internet já caiu 54%. Mas os iranianos estão rompendo o cerco e clamando por mudanças.
Quanto mais o Governo pressiona e faz ameaças, o líder das oposições no Irã, Mir Houssein Moussavi, mantém o desafio com o povo nas ruas e exigindo anulação das eleições por fraudes.

Foto: Presidente Barack Obama

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