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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 21/06/2009

ÍDERES PARTIDÁRIOS ALIMENTAM A MÍDIA, NOVAMENTE, COM MOVIMENTOS SUGERINDO A POSSIBILIDADE DE A CÂMARA VOTAR, EM BREVE, AS REFORMAS POLÍTICA E TRIBUTÁRIA TÃO NECESSÁRIAS E URGENTES PARA O PAÍS. PURA ILUSÃO. DIVERGÊNCIAS SÃO ENORMES, ACORDOS QUASE IMPOSSÍVEIS, NA ESFERA POLÍTICA, O MAIS PROVÁVEL É UM REMENDO PURAMENTE ELEITORAL. E SÓ.

O trânsito de Brasília caminha rápido para um caos. Intolerável, seja pela condição de capital da República, seja pelos transtornos da multiplicação de engarrafamentos e carros estacionados em locais proibidos.

Regulação no pós-crise

Antes tarde do que nunca. O projeto do presidente Barack Obama para regular o sistema financeiro americano é amplo e importante. Não que vá resolver todos os problemas, mas certamente ajudará a exorcizar o risco de outra crise brutal, como a que varre o planeta desde meados de 2008. É vital expandir esses controles para a Europa e a Ásia. E choca ver como faltava regulação. Obama viu e resolveu agir.

GAZETILHA

Num país democrático, com plena liberdade de imprensa, grande urbanização e amplos meios de comunicação, os cidadãos são submetidos a intenso bombardeio de informações.

O Governo Federal, por sua vez, bate bumbo em torno das obras do PAC. Os dados sobre a execução real das obras, porém, apontam um divórcio entre propaganda e realidade.

É o caso do Brasil da atualidade, cheio de contadições. Formar opinião e dar conseqüência a ela, em votos e manifestações, é verdadeiro desafio para separar realidade e ficção.
De volta ao Congresso, o Legislativo está perto de abrir caminho para a ampliação das Câmaras Municipais com mais 7 mil vereadores. Contra recomendação do STF. É mais divórcio.
O Senado, por exemplo, discute propostas de redução da maioridade penal. A maioria dos senadores parece ser contra. No entanto, essa tese tem amplo apoio popular. A resposta para tantas situações polêmicas, dentro da normalidade democrática, se dá no processo eleitoral. Resta ver se, em 2010, o eleitor conseguirá distinguir fatos de versões.
Avanços podem ficar pela metade
O Governo Lula coleciona algumas marcas importantes e inéditas para o País: a taxa básica de juros (Selic) nunca teve um dígito, como agora; a dívida com o FMI foi liquidada e o País se tornou credor do Fundo; as taxas de inflação estão civilizadas e o balanço de pagamentos equilibrado. Mas é bom evitar o ufanismo. Isso é resultado de um processo que já tem 15 anos (o Plano Real). E pode fracassar mais adiante, por falta de reformas sempre adiadas.

EXCLUSIVO
Apesar da defesa feita pelo presidente Lula da figura do senador José Sarney, não são poucos os analistas políticos que apontam o governo entre os que “ganham” com o desgaste do Senado. Porque é no Senado que o Planalto enfrenta maiores dificuldades para fazer maiorias que aprovem seus projetos. Isso, para não falar em CPIs perigosas, como a da Petrobrás e das ONGs.


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Jota Alcides Tribuna Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva